Marcus Eduardo Pereira
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A pedido do Jornal de Brasília, dois dos principais atletas dos líderes do Novo Basquete Brasil (NBB) deixaram a rivalidade de lado e se reuniram em frente ao palco do 20° clássico entre UniCeub/BRB e Flamengo, que ocorre logo mais, às 21h, no Ginásio Nilson Nelson.
Do lado da trupe candanga, o armador Nezinho foi o escolhido para falar sobre a quinta partida entre as duas equipes na temporada 2012/13 – elas se enfrentaram no Sul-Americano de Clubes (duas vezes), Liga das Américas (uma vez) e no primeiro turno do NBB, o polêmico jogo mil da Liga.
Até o momento, foram duas vitórias para cada lado e o tira-teima de hoje pode ser favorável ao time de Brasília, que não perde para o Rubro-Negro carioca dentro da capital federal há sete jogos.
Além da vantagem em seus domínios, o UniCeub/BRB leva a melhor também no retrospecto total: em 19 jogos, venceu 10, um a mais que o arquirrival.
Para empatar essa disputa, os cariocas contarão com o jogador mais eficiente do NBB até aqui, o ala Marquinhos, o escolhido do JBr para conversar sobre o clássico que movimenta a cidade.
Com uma média de 22 pontos por jogo, o camisa 11 rubro-negro é um dos quatro jogadores que estarão em quadra e foram membros da seleção brasileira de basquete nas Olimpíadas de Londres, no ano passado.
Clima cordial
Deixar a rivalidade de lado não foi tão difícil para as duas estrelas durante o bate-papo no Nilson Nelson. Companheiros de seleção, eles trocaram palavras, cumprimentos e esbanjaram sorrisos.
O clima só ficou sério na hora de falar sobre o clássico. Nenhum dos dois cogitou entregar as armas. Ainda assim, falaram sobre o que pensam do duelo (veja na página ao lado).
Divididos até na compra
Na hora de comprar seus ingressos, os professores Elmo Andrade e Jeferson Figueiredo começaram a “cornetar” as preferências de cada um. “Eu acho estranho um cara da nossa cidade torcer para um time do Rio de Janeiro”, alfinetou Jeferson, ao falar sobre seu amigo Elmo.
Sorridente e sem ligar muito para o amigo, o rubro-negro Elmo retruca perguntando para que time Jeferson torce, até arrancar uma confissão interessante. “Fora de Brasília, eu sou Flamengo. Mas aqui, na nossa terra, tem que torcer para o time da casa”, explicou Jeferson.
Corriqueiro
Eles são reflexo do que será a torcida esta noite, totalmente divida. “O basquete de alto nível tem trazido à cidade mais entretenimento”, confessou Elmo, mesmo irredutível na torcida pelo time carioca.