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O vovô corredor vem aí

Arquivo Geral

06/04/2013 15h00

Há quem diga se sentir velho demais para praticar esportes. Ângelo Cartojane Ramires foge aos padrões daquele vovô comum, que vive sentado no sofá, assistindo televisão.

 

O senhor, de 64 anos, é piolho de corridas de rua e pratica o esporte desde 1989. Segundo as próprias contas, o atleta experiente possui um acervo de mais de 300 medalhas, guardadas com todo o cuidado de quem cuida de um tesouro.

 

“Sempre gostei de esportes, mas a minha paixão são as corridas. Quando eu era mais novo até arriscava um futebolzinho, mas a coisa não deu muito certo”, brincou Ângelo, que estará entre as centenas de pessoas na largada para a 14ª Meia Maratona Internacional Caixa de Brasília, amanhã – a partida e a chegada estão previstas para acontecer no Eixão Norte.

 

Como tudo começou

Apaixonado por esportes desde criança, Ângelo disse que o interesse pela corrida veio por indicação médica. “Minha coluna doía demais, daí o médico disse: ‘vá correr que você sara’. Aí comecei, minha coluna nunca mais doeu e não parei”, ressaltou.

 

O percurso que ele faz várias vezes por semana é duro. “Saio de casa, no Riacho Fundo I, vou à Candangolândia e volto, mas já saí daqui, fui a Santo Antônio do Descoberto”, gaba-se o senhor, que desafia distâncias de até 120km.

 

Paixão dentro de casa

Casado há 36 anos e pai de quatro filhos, Ângelo Ramires conta apenas com a companhia da mulher, que é deixada de lado quando viaja para trazer mais medalhas ao seu acervo particular.

 

“Nunca brigamos por causa de competições. Ela só fica preocupada, apesar de eu nunca ter passado mal ou desistido no meio de nenhuma. E outra… eu sempre viajo sozinho e ela fica aqui, sozinha”, conta Ângelo, que garante: a apreensão da companheira só é sanada quando ele chega em casa e a ajuda nos afazeres domésticos. “Eu limpo e arrumo a casa, mas a cozinha é toda dela! Não levo jeito, mesmo, para panelas e fogão, e, nas vezes que inventei, acabei fazendo besteira”, brinca o marido desajeitado.

 

Renda

Lutando por uma aposentadoria, Ângelo se sustenta com o trabalho informal e conta com o apoio da mulher, costureira, para se manterem dignamente.

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