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Nas ondas de Belo Horizonte

Arquivo Geral

04/05/2013 11h30

Viver à base de adrenalina. Esse é o caminho que Felipe Miyamoto escolheu seguir ao se aventurar pelas águas do Lago Paranoá “caminhando sobre as águas”. Praticante de wakeboard, mistura de surf com skate, ele desliza sobre uma prancha, puxado por um barco. É nas pequenas ondas que o brasiliense aproveita o impulso para fazer manobras radicais.

 

Sedento por competições, Felipe embarcou nesta semana para o Campeonato Mundial de Wakeboard, em Belo Horizonte, e se mostra confiante para se dar bem em Minas Gerais. “Cheguei antes para treinar. O meu objetivo é estar pronto, ao máximo, para a competição”, planeja o brasiliense, que compete hoje e amanhã.

 

Adepto da modalidade há mais de dez anos, Felipe já se aventurou por vários outros esportes. “Quando comecei com o wake, meu pai nem acreditou muito, achando que seria apenas mais um no meu currículo”, disse o atleta, que recentemente abriu uma escolinha da modalidade. 

 

“Ah… Hoje ele não fala mais nada porque eu consigo sustentar a minha família com isso. Mas de vez em quando eu jogo uma piadinha (risos)”, completa.

 

Objetivos

Em busca de um maior reconhecimento pessoal e profissional, Felipe, por um ano, se aventurou em terras estrangeiras. “Fiquei na Austrália, mas antes de ir pra lá fui pra São Paulo dar aulas e treinar. Vim pra Brasília, fiquei um tempo meio desiludido por não ter patrocínio, mas não consegui ficar parado e fui para o exterior”, lembra.

 

Sacrifícios

O wakeboard não é um esporte acessível a todos, pois exige um custo alto, desde a compra de equipamentos até o aluguel dos barcos. “É caro. Eu não sou milionário nem nunca passei fome, mas muitas vezes me apoiei em amigos e deixei de comer para treinar”, confessa Felipe, que hoje não passa apertos.

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