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Lucarelli neles, Brasil!

Arquivo Geral

05/07/2013 9h00

Brasília, 13 de junho de 2010, último dia em que a seleção masculina de vôlei pisou no solo candango. Na época, a equipe ainda contava com seus antigos nomes, Giba, Serginho, Gustavo e Rodrigão – hoje aposentados – e disputavam o segundo jogo contra a Holanda. Motivados para devolver a derrota que tirou a invencibilidade de 25 jogos do Brasil, os comandados de Bernardinho deram o troco: vitória por 3 x 1 e festa nas arquibancadas do Nilson Nelson.

 

Naquele dia, o ginásio fervia e clamava por Giba – o eterno ídolo da camisa 7 voltava de lesão. Três anos depois, os torcedores não o verão em quadra no duelo de hoje, às 10h, no Nilson Nelson, contra a Bulgária. 

 

Em contrapartida, podem se surpreender com a destreza e habilidade do jovem Lucarelli, de 21 anos. O próprio técnico Bernardinho é quem o aponta como o Giba do futuro. “Ninguém é insubstituível e o Giba foi um grande jogador. Mas o Lucarelli pode ser o próximo Giba no futuro, sem sombra de dúvidas. É um jogador excepcional, que tem sido um grande pilar dessa nova seleção”, elogia o técnico.

 

Para Bernardinho, caso seu novo pupilo siga os passos do bem como o antigo, terá a mesma história com a camisa da seleção. “Ele (Giba) fez história e inspirou muitos a seguirem o caminho que ele trilhou, inclusive o próprio Lucarelli, que tem extrema capacidade para se tornar um atleta do mesmo nível e importância que o Giba foi para nós.”

 

Humildade


Do lado oposto ao de Bernardinho, estava o jovem eleito. Lucarelli, tímido com as palavras, mal acreditou quando soube que o seu técnico o havia posto como sucessor do ex-ponteiro. “Sempre sonhei em jogar ao lado de jogadores como ele. Hoje realizo esse sonho com o Dante e Murilo, que infelizmente não pôde estar conosco no momento. Nunca haverá alguém que esteja aos pés de Giba e eu ainda preciso ralar muito para conseguir isso. A minha preocupação é só fazer um trabalho bem feito”, disse o modesto Lucarelli.

 

Destaque da seleção pelas atuações em quadra, Lucarelli trabalhou mais recepção e bloqueios no treino de ontem, a mando do técnico para a partida de hoje.

 

Veterano vê talento nos jovens

 

Membro da comissão técnica e médico do time desde 1997 ao lado do técnico Bernardinho, Álvaro Chamecki viu o começo dos antigos grandes nomes da seleção no começo de suas carreiras. Agora, o médico presencia a renovação quase que completa da equipe verde e amarela e confirma que eles são tão bons quanto os que não já não atuam mais nas quatro linhas da quadra.

 

“Aquela seleção de 2001, na época do Giba, a gente vê muita semelhança com a de hoje, principalmente no espírito de busca de novos títulos. Se eles vão ganhar tudo o que a outra seleção ganhou, eu não sei. Só o tempo vai dizer”, compara o profissional.

 

Torcida tranquila

 

O surgimento de novos nomes na seleção deixa o torcedor receoso. Afinal, ele acostumou-se a confiar nos jogadores que decidiam jogos difíceis contra qualquer adversário.

 

Álvaro afirma que isso é normal e só depende dos atletas conseguirem a admiração e respeito do público. “Se eles demonstrarem que podem chegar ao menos perto das conquistas que os outros alcançaram, é certo que o público vai apoiar. Isso sempre funciona”, aconselha Álvaro.

 

“Em 2001, nossa seleção não era temida. Depois dos títulos conquistados ao longo desses dois anos, conseguimos impor um respeito que abrange até os novos meninos. Eles mesmo sem conseguirem títulos, são temidos pela bagagem que carregam”, destaca o médico que, ao final do treino, dispensou o carro que o levaria ao hotel e topou uma caminhada até lá com os companheiros de comissão técnica. 

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