Quando derrotou o São José e levantou pela terceira vez o troféu do Novo Basquete Brasil (NBB), na última temporada, o UniCeub/BRB enfrentava um caldeirão de torcedores. Mas sem tomar conhecimento da ensurdecedora torcida joseense que lotou o ginásio em Mogi das Cruzes (SP), o time de capital federal não tomou conhecimento e atropelou o time paulista, em jogo único, e ficou com a taça.
Mas desta vez, o palco para mais uma partida decisiva entre as equipes será outro. Menor, mas que, neste ano, fez a diferença para os paulistas no confronto direto: o Ginásio Lineu de Moura, real casa do São José.
O clube paulista luta para forçar o quinto jogo na série melhor de cinco, que aconteceria (se necessário) no Nilson Nelson. A trupe candanga, se vencer, acaba com a série e segue para as semifinais.
Invicto em casa
Mas o histórico atual não conta a favor do time da capital. Em dois confrontos nesta temporada, o UniCeub/BRB foi derrotado em ambos no ginásio do São José, uma na fase classificatória, e outra na primeira partida das quartas de final.
Se o desempenho é ruim, o armador Nezinho acredita que a pressão por uma vitória paulista pode ser uma aliada candanga. “A pressão passa toda para eles. Agora temos que manter o foco, sabendo que não podemos errar para fecharmos a série”, disse o jogador, cestinha da última partida com 36 pontos anotados, sendo um terço em chutes de três pontos.
Dose extra de confiança para o time
O alto ritmo e a velocidade em que o terceiro jogo entre UniCeub/BRB e São José aconteceu ganharam destaque depois de não manter um padrão constante nas últimas partidas. Os dois jogos na capital provaram para a torcida que o time ainda vai buscar mais títulos do torneio nacional. “Nosso time gosta de jogar esses jogos decisivos. Já estamos juntos há muito tempo e nos sentimos bem em momentos assim”, disse Nezinho.
Para Alex Garcia, a forma de jogar foi determinante para a conquista da última vitória. “Fizemos uma proposta de jogo semelhante à do segundo jogo, tirando o São José da zona de conforto deles. Isso nos trouxe uma vitória que é muito importante para buscar a vaga.”
Craque emocionado
Ao fim da última partida, Nezinho estava bastante emocionado. Primeiro por lembrar do pai, que aniversariava no dia e não estava presente. “Meu pai sempre me apoia, para ele eu nunca erro. Sempre alguém quem fez errado, menos eu”, brincou.
Depois, ao ser cumprimentado pelo técnico José Carlos Vidal, não conteve as lágrimas. “Só a gente sabe o que passou para chegar nesse momento. Nós jogadores, ele, a comissão técnica”, desabafou.