Roberto Wagner
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Cada vez mais Brasília se credencia para entrar no rol dos grandes polos esportivos do País. Com um estádio em construção digno de abertura de Copa do Mundo, a honra de receber o já tradicional Jogo das Estrelas de Basquete e em negociação para sediar um UFC, a capital federal já evoluiu. No entanto, há bastante o que melhorar. Antes de a bola subir para o clássico entre UniCeub/BRB x Flamengo, o Jornal de Brasília percorreu os arredores do Ginásio Nilson Nelson e observou várias irregularidades.
Os problemas começavam ainda nos canteiros próximos ao ginásio. Em frente ao Centro de Convenções – onde havia outro evento -, inúmeros carros ignoraram as placas de proibido pisar na grama e estacionaram. Outros escolheram uma das únicas duas faixas que haviam e prejudicaram o trânsito nos minutos finais para a partida.
A pior falha, porém, ocorria a poucos metros do palco. Ao deixar o carro para trás – nas vagas selecionadas ou não -, o som que o público mais ouvia era: “Arquibancada e cadeira, arquibancada e cadeira”. Mesmo rodeados por policiais, os cambistas agiam livremente e sem o menor receio de serem apreendidos. Um deles, ao observar os fotógrafos do JBr registrando a infração, chegou a ironizar: “Fiquei bonito na foto? Está R$ 30.”
Empurrando bilhetes
Mesmo na fila que se formou a poucos minutos do início do duelo, eles chegavam até a “boca” da bilheteria e tentavam vender. O esquema era bem arquitetado. Ainda que um dos cambistas não tivesse o ingresso, ele pedia a outro colega. Havia, inclusive, bilhetes para tribuna de honra a R$ 50. “Esse só tem na minha mão. Não vende lá na bilheteria”, disse o infrator.