A possibilidade de ver a próxima edição do Novo Basquete Brasil (NBB) decidida em duas partidas desagrada Guilherme Giovannoni. Com 33 anos, o ala-pivô defende o Brasília, dono de três títulos e um vice-campeonato do torneio nacional, e preside a Associação de Atletas Profissionais de Basquetebol do Brasil (AAPB).
“Sinceramente, não sei o que esperar disso. Já vi acontecer em outros campeonatos, mas nunca em uma final. Desconheço as razões que levaram a essa decisão. Provavelmente, a Liga tem algum motivo. A gente tem que respeitar, mesmo não concordando muito”, afirmou.
Caso a final em dois jogos seja confirmada e haja ganhadores diferentes, o título sai pelo saldo de cestas. Desta forma, um time pode terminar com a taça mesmo perdendo a última partida e uma derrota por uma margem pequena de pontos pode ser mais vantajosa do que levar a decisão para a prorrogação.
“Um dos problemas que podem acontecer com a final em dois jogos é a equipe perder o jogo e sair como campeã. No basquete, a gente não vê muito isso. Precisam pensar bem nessa decisão, para que seja feita uma coisa em prol do basquete”, afirmou Giovannoni.
A Liga Nacional de Basquete (LNB), organizadora do NBB, ainda não confirmou a fórmula de disputa da próxima edição do campeonato. No futuro, como presidente da AAPB, lançada nesta quinta-feira, Giovannoni espera ser ouvido pelos dirigentes e participar das tomadas de decisão.