Rafael Moura
rafael.moura@jornaldebrasilia.com.br
Os 2,07m fazem o jovem pivô Ronald, de apenas 21 anos de idade, deixar de ser apenas um garoto para se transformar em um tormento para os adversários dentro dos garrafões. Em sua terceira participação no Novo Basquete Brasil (NBB), o jogador começa a ganhar confiança dentro dos colegas de elenco do UniCeub/BRB e vem se consolidando como um dos novos pilares da equipe brasiliense que busca o tetracampeonato consecutivo.
“A cada dia que passa, a gente treina mais para ganhar a confiança de todo mundo. Se não tiver a confiança dos caras aqui, não adianta ter um bom posicionamento. O Zé (José Carlos Vidal) me ajuda muito também, me dando a liberdade para fazer o que eu quiser e me sentir bem dentro de quadra”, ressaltou o jogador, que foi um dos destaques na vitória sobre o Bauru, na última segunda-feira, por 80 x 60, e teve o seu nome chamado pela torcida.
Na atual temporada, ele tem uma média de quase 13 minutos em quadra por partida. No jogo contra o Bauru, o camisa 6 candango participou de 20 minutos, ajudando o time com um duplo-duplo: 11 rebotes e 11 pontos. “Foi uma das minhas melhores partidas como profissional. Eu já venho numa crescente e cada vez mais quero oferecer para o meu time o que eu tenho de melhor”, ressaltou o atleta de Brasília.
Futuro
O pivô Ronald já está sendo observado pelo treinador da seleção brasileira, o argentino Ruben Magnano. No ano passado, o brasiliense foi convidado para participar do período de treinos antes dos Jogos Olímpicos de Londres.
A princípio, o chamado foi apenas para os jovens adquirirem mais experiência, convivendo e aprendendo com o grupo composto por estrelas do basquete norte-americano, do NBB e do basquete europeu. A proposta pode ser um ensaio para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro. Até lá, Ronald tem tempo suficiente para evoluir e, quem sabe servir a seleção verde e amarela.