Thiago Henrique de Morais
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Após uma temporada marcada por decepções, fracassos e nenhum título, o Brasiliense entra para o Campeonato Candango 2013 sem a moral dos últimos anos. Apesar de ter sido pontual nas contratações – diferentemente do que ocorreu na temporada passada – e mantido boa parte da base, o time dirigido pelo técnico Márcio Fernandes está longe de ser o franco favorito ao título candango.
Entre os que permaneceram no elenco, o atacante Washington ganha destaque. Embora não tenha rendido o esperado desde quando chegou, no decorrer da Série C, marcando apenas um gol, o atacante é a aposta do Jacaré para voltar a ser hegemônico no Distrito Federal – são sete títulos locais.
E mesmo com o pouco tempo de casa, o atacante, que teve uma boa passagem pelo Palmeiras, estranha a carência recente de títulos, principalmente pelo que o clube oferece aos atletas. “É estranho um time que alcance tantas coisas, em tão pouco tempo, fique sem ganhar títulos”, diz o jogador.
Em seu 12º ano de história, o Brasiliense, apesar de não tão badalado como antes, se sente na obrigação de voltar a levantar a taça, sobretudo pelo orçamento (hoje, o segundo maior do DF, abaixo apenas do Sobradinho).
“Não podemos pensar em outra coisa (se não o título). Mas não podemos ficar na ilusão que será fácil, pois não vai ser. Todos os times estão fazendo contratações pontuais”, salientou o atacante, que aponta Sobradinho e Gama como os principais candidatos ao caneco.
Veterano
Antes de vestir a camisa do Brasiliense, Washington jogou o campeonato estadual pelo ABC-RN. Ali, conquistou apenas a Taça Cidade de Natal, primeiro turno do Campeonato Potiguar. O jogador admitiu que não conhecia o campeonato de lá, algo parecido com o que acontecerá no Candangão. “Quando fui contratado, eu só conhecia o América-RN.
Pensava que seria um torneio fácil de se jogar, mas me enganei. Foi um dos torneios mais duros que já joguei. Acredito que isso ocorrerá aqui agora, principalmente com vários times investindo forte”, destacou o camisa 9 do Brasiliense, que tenta o seu oitavo título estadual.
Sem medalhões, com vontade
Pode até parecer estranho, mas mesmo com a ausência do Luziânia na Série D do Brasileiro – cedeu a vaga ao Sobradinho – o time goiano, em 2012, obteve um dos seus momentos mais marcantes desde que se filiou à Federação Brasiliense de Futebol, em 1995.
O vice-campeonato do ano passado deixou o forasteiro com vontade de quero mais. Para este ano, a equipe comandada por João Carlos Cavalo chega com um elenco modesto, mas que pode surpreender (de novo) no campeonato estadual.
Com sede na cidade goiana, que leva o mesmo nome do time (60 km do centro da capital federal), o time conquistou o primeiro turno do campeonato passado, tendo vaga assegurada na decisão e na Copa do Brasil deste ano. Na decisão, sucumbiu diante do Ceilândia (perdeu a primeira partida em casa por 1 x 0 e empatou fora por
1 x 1).
A base do time para este ano é bem conhecida no cenário local e matém bom entrosamento. A maioria já teve passagem pelo Luziânia, que vez ou outra revela bons jogadores.
Na contramão dos principais clubes do DF, o presidente do Luziânia, Daniel dos Santos, recusou trazer jogadores de renome para o atual elenco.
“Sou contra trazer jogadores de nome, com idade avançada, que chegam para resolver, mas não fazem. Isso prejudica o grupo, principalmente por ganhar até 15 vezes mais do que os demais jogadores”, cutuca o dirigente
Para o campeonato de 2013, o Luziânia conta com alguns jogadores que disputaram as Série C e D de 2012, como é o caso de Rodrigo Cardoso (Brasiliense), Perivaldo (Ceilândia) e Zé Ricarte (Sobradinho). A intenção é deixar uma base forte não só para o Candangão, como também para a Copa do Brasil.
“O nosso investimento é pequeno, mas trabalhamos com o que temos”, diz o dirigente, recém-empossado após seis anos de gestão de Remi Sorgatto.
Um dos trunfos do time será o Estádio Serra do Lago, que abriga uma torcida fiel. No primeiro turno, a equipe mandará seus jogos em três oportunidades.