Pela primeira vez na temporada, as equipes da Fórmula 1 terão à disposição os pneus médios e macios da Pirelli, fornecedora oficial e exclusiva dos compostos da categoria. Para o diretor-esportivo da empresa italiana, Paul Hembery, o fato, aliado com o tipo de pista do GP da China, deve fazer com que grande parte das equipes opte por apenas três ou duas paradas na prova deste final de semana.
“A China já produziu algumas das melhores corridas dos campeonatos, em que a estratégia esteve na linha de frente da ação. Com os compostos estando mais macios neste ano, a degradação está mais extrema neste ano. Mas a história mostra que os times nunca demoraram muito para aprender a controlar isso”, analisa.
Menos agressiva com os pneus que a pista do circuito da Malásia, sede da segunda etapa da F-1 deste ano, a prova em Xangai deve permitir às equipes realizarem menos paradas para a troca dos compostos. “Eu esperaria ver a maioria dos competidores indo para três paradas. Se bem que alguns podem tentar duas”, diz o dirigente, usando a prova do último ano como parâmetro.
“No último ano nós tivemos um vencedor inédito que foi a Mercedes de Nico Rosberg, que foram capazes de tirar o máximo dos pneus desde o início do final de semana e conseguiram surpreender. Isso mostra exatamente que é possível gerenciar os pneus nesse ponto da temporada”, conclui.
Na primeira etapa, em Melbourne, a Pirelli levou os pneus médios e supermacios. Na Malásia, a fornecedora entregou aos times compostos duros e médios. No Bahrein, na próxima semana, irá permitir às equipes o uso dos duros e macios, a quarta combinação diferente em quatro provas.