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Caso David Meira: Hora da primeira audiência

Arquivo Geral

16/04/2013 11h41

Nada supera a dor de um pai ao perder seu filho. E é justamente com este sofrimento que Márcio Lopes convive diariamente, desde 22 de julho do ano passado, quando o garoto David Meira, de 19 anos, morreu durante treino de basquete.

 

Hoje, às 14h, ocorre a primeira audiência sobre o assunto, no Fórum de Sobradinho. Nela, Márcio dará prosseguimento às exigências feitas pela família às empresas que julga serem responsáveis pela tragédia – nenhuma se pronunciou sobre as consequências do acidente, inclusive o UniCeub/BRB, time que o jovem defendia nas categorias de base. “Não houve um posicionamento deles até hoje. Tive que entrar na Justiça e, agora, saberei o que eles têm a dizer”, disse Márcio, em entrevista ao Jornal de Brasília.

 

David era atleta no time sub-22 do UniCeub/BRB e, durante um treino, no ginásio da Asceb, ele enterrou uma bola e a tabela cedeu. O impacto foi todo sobre o pescoço e ombros do jogador. 

 

Reanimado após duas paradas respiratórias, David foi levado ao Hospital de Base, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu dez dias após a entrada no pronto-socorro.

 

Jogo de empurra

Na época, a assessoria da Asceb informou que a responsabilidade pela manutenção da quadra era do Instituto Viver Basquetebol (IVB), que aluga o ginásio para eventos. Já a assessoria do IVB informou que a manutenção era constante.

 

“Acidente é quando um raio cai. Aquilo, não. Foi falta de manutenção, e está no laudo pericial. Tinha parafuso faltando, mal apertado. Foi omissão, não foi acidente. Se tivesse manutenção, não teria acontecido isso”, lamentou Márcio, na ocasião. Ele cobra uma indenização de R$ 900 mil.

 

“É um valor irrisório para eles, o advogado teve como base a quantia que ele iria ganhar, de acordo com a proporção até se aposentar”, explica o pai do garoto.

 

Logo após o acidente, o ginásio todo foi reformado, o que deixou Márcio mais inconformado. “Não aguento mais ver uma enterrada. Isso aí é uma máquina de dinheiro. Fizeram aquilo depois da tragédia para a mídia não cair em cima”, criticou. O JBr entrou em contato com o UniCeub/BRB, que disse, por meio de sua assessoria, que só irá se pronunciar após a audiência.

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