O momento de maior glória da carreira do corredor queniano Geoffrey Mutai foi na Maratona de Boston de 2011, em que venceu com o tempo de 2h03min02s, o melhor da história da modalidade. Dois anos depois, no entanto, ele assistiu com espanto aos ataques terroristas no evento esportivo.
Em 15 de abril deste ano, duas bombas explodiram perto da linha de chegada da Maratona de Boston, deixando três mortos e mais de 200 pessoas feridas. No momento do ataque, os competidores profissionais já haviam completado a prova, de forma que apenas atletas amadores foram atingidos.
“Para mim foi algo muito triste, porque quando vamos para a corrida somos livres, não há como nos protegermos. Na corrida, todo mundo é seu irmão, seu amigo. Quando você encontra outros atletas, não há fronteiras. O que aconteceu em Boston foi muito triste, mesmo para quem estava vendo lá no Quênia”, afirmou Mutai.
Segundo informações oficiais dos Estados Unidos, o atentado à Maratona de Boston foi planejado pelos irmãos Dzhokhar A. Tsarnaev, de 19 anos, e de Tamerlan Tsarnaev, de 26. O mais velho foi morto em confronto com autoridades norte-americanas enquanto tentava fugir. O mais novo está preso e responde a 30 acusações.
Os irmãos, de origem chechena, migraram para os Estados Unidos em 2002 como refugiados políticos e viviam nos arredores de Boston, capital do estado de Massachusetts.
Disputada em homenagem ao Dia do Patriota, comemorado em 19 de abril, a Maratona de Boston é uma das mais populares dos Estados Unidos e teve este ano sua 117ª edição. A organização do evento já confirmou que a prova será organizada normalmente em 2014, também como homenagem às vítimas atingidas pela explosão.