A estreia de Bruno Senna no Campeonato Mundial de Endurance não poderia ter sido melhor. Após ver os seus companheiros Stefan Mucke e Darren Turner conquistarem a pole position da categoria GTE Pro das 6 Horas de Silverstone, na Inglaterra, o brasileiro ajudou a equipe Aston Martin a cruzar a linha de chegada da primeira prova da temporada na primeira colocação.
Terceiro piloto a assumir o Vantage V8 da montadora, substituindo Turner, Senna assumiu o carro na liderança da prova e teve tranquilidade para manter a ponta mesmo com adversidade proporcionada por repentina mudança climática no circuito inglês.
“Dei oito voltas na chuva sem praticamente nenhuma experiência anterior com esse carro, mas felizmente ela parou logo. A equipe fez um ótimo trabalho e merecemos esta vitória. Queremos ganhar o campeonato e começar assim foi um grande resultado”, comemora o brasileiro.
A segunda colocação ficou com a Ferrari F458 do japonês Kamui Kobayashi, outro ex-piloto da F-1, e o finlandês Toni Vilander. O pódio foi completo por outro carro da Aston Martin, guiado por Paul Dalla Lanna, Frédéric Makowiecki e Pedro Lamy. A próxima prova da categoria será disputada em Spa, na Bélgica, em novo desafio de seis horas programado para o dia 4 de maio.
Nas outras categorias, destaque para o brasileiro Antonio Pizzonia, que ao lado dos ingleses James Walker e Tor Graves também subiu ao lugar mais alto do pódio em sua estreian na LMP2. Já na LMP1, melhor para o escocês Alan McNish, o dinamarquês Tom Kristensen e o francês Loic Duval, enquanto os dinamarqueses Allan Simonsen, Christoffer Nygaard e Kristian Poulsen foram os primeiros colocados na GTE Am.
“Foi demais. A gente não teve problema algum na corrida. Larguei, conseguimos abrir uma distância boa e no primeiro pit optamos por não trocar o pneu, o que nos faria perder 30 segundos. Mas vimos que foi errado, pois o segundo colocado, que trocou, tirou toda essa diferença para nós. Mas, a partir daí, foi uma corrida sem muitos problemas. Tivemos pouquíssimas bandeiras amarelas e no final não sabíamos a estratégia dos rivais e ficamos preocupados. Fomos em ritmo de classificação até as três últimas voltas, quando pudemos tirar o pé”, analisa Pizzonia.