Parecia impossível. Mas o Estádio Nacional Mané Garrincha entra com força na briga para sediar a abertura da Copa do Mundo de 2014 – assim como fará na Copa das Confederações em 15 de junho.
A possibilidade de a capital federal inaugurar o Mundial se deve ao imbróglio no Estádio Itaquerão, em São Paulo. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já liberou o dinheiro para que a obra siga sendo realizada. A verba seria repassada pelo Banco do Brasil ao Corinthians e Odebrecht. O problema é que a construtora não quer dar seus ativos como garantia para receber o dinheiro do BNDES, conforme exige o banco. E o Corinthians, por ser um clube, não pode receber o empréstimo diretamente.
Tática explicada
O Jornal de Brasília apurou que o Governo do Distrito Federal sempre esteve atento aos problemas no estádio que, se ficar pronto, será dado ao Corinthians. Com a situação do palco paulista ainda mais complicada, o campo do Distrito Federal já é tratado como plano B pelo Governo Federal – uma reunião emergencial estaria sendo agendada para os próximos dias.
A ideia inicial de Brasília era “apenas” sediar a Copa do Mundo. Entretanto, o governador Agnelo Queiroz, de olho na abertura, agilizou a obra do Mané Garrincha e passou a ser sede da Copa das Confederações. Quanto à possibilidade de a abertura do Mundial de 2014 cair no colo do DF, o governador esquivou-se: “Não estou sabendo dessa possibilidade, mas estamos prontos para receber a abertura caso o Itaquerão não fique pronto”. Um dos pontos fortes do Mané Garrincha é a sua sustentabilidade.
Outra versão
Algumas pessoas ligadas ao Mundial acreditam que tal atitude seja um trunfo para mobilizar a prefeitura de São Paulo a dar um jeitinho e conseguir bancar as obras no Itaquerão que giram no entorno de R$ 400 milhões.
Olho nele
Responsável pelas obras no Itaquerão, o ex-presidente do Corinthians, Andres Sanchez admitiu, desesperadamente, esta semana que o dinheiro do BNDES precisa ser liberado logo, pois o clube não tem dinheiro para realizar as obras. O dirigente não atendeu às ligações do Jornal de Brasília ontem.