Trinta anos após o surgimento do campeonato mundial de atletismo o panorama segue o mesmo para a os atletas brasileiros: resultados inexpressivos, erros grotescos e muita decepção. Pela quinta vez em sua história na competição, o Brasil não trouxe sequer uma medalha para casa. Ao todo, o País contabiliza dez medalhas, em 14 edições, curiosamente, o mesmo número de medalhas que o maior ídolo de todos os tempos da modalidade, o jamaicano Usain Bolt.
A diferença é que se Bolt fosse um país, ele estaria a “anos-luz” de distância no ranking do atletismo mundial, já que o velocista conquistou oito medalhas de ouro em quatro disputas, enquanto que ao longo dos anos, o único ouro conquistado pelo Brasil foi comFabiana Murer, no salto com vara, em 2011, na Coréia.
A única melhoria do mundial de dois anos atrás para o último na Rússia foi que o Brasil terminou com oito atletas entre os oito melhores colocados em suas modalidades.
Desculpa esfarrapada
O histórico de desculpas dos brasileiros no atletismo já se tornaram de praxe ao fim de cada competição. Desde a culpa do vento forte dada por atletas como Jadel Gregório e Fabiana Murer, até o sumiço da vara da mesma Fabiana na edição dos Jogos Olímpicos em Pequim (2008), a cada competição a história se repete.
Desta vez, a falha na passagem do bastão no revezamento feminino 4x100m se tornou mais uma desculpa. Vanda Gomes, quem perdeu o bastão, saiu disparando contra a preparação programada pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt). Porém, sua voz solitária foi logo respondida pela entidade que afirmou ter planejado toda a preparação como planejado.
Futuro incerto
Com o iminente medo de ser um dos maiores fiascos, A CBAt colocará em ação um plano emergencial para os jogos do Rio em 2016. Só receberão cotas de os atletas que estiverem entre os 20 melhores de sua modalidade e os revezamentos que estiverem entre os dez melhores.
Sem tempo para descansar após Moscou
Os principais destaques do Mundial de Atletismo de Moscou terão pouco tempo de descanso. Onze dias após o fim das disputas na Rússia, Usain Bolt e os outros 18 campeões voltarão a competir no dia 29 deste mês, na etapa de Zurique, na Suíça, da Diamond League.
O velocista jamaicano será um dos destaques da etapa. Será seu retorno às pistas após faturar seu terceiro título seguido nos 200m e o terceiro no revezamento 4x100m.
Nos 100 metros em Zurique, Bolt terá a companhia de outros cinco finalistas da prova em Moscou. O ídolo velocista ainda pretende disputar a etapa de Bruxelas, na Bélgica, no dia 6 de setembro, antes de entrar em férias na temporada.
Outros destaques
A etapa suíça da Diamond League terá ainda o campeão mundial no salto em altura, o ucraniano Bohdan Bondarenko. O atleta, que quase bateu o recorde mundial em Moscou, vai brigar por nova medalha de ouro contra pelo menos sete dos rivais que enfrentou na final russa.
No feminino, as etíopes Meseret Defar e Tirunesh Dibaba serão os destaques. Defar venceu a prova dos 5.000 metros, enquanto que Dibaba faturou o ouro nos 10.000 metros.