De volta ao Grupo Mundial da Copa Davis, o Brasil enfrentará os Estados Unidos, maior potência da história do torneio. Thomaz Bellucci, principal esperança da equipe comandada pelo capitão João Zwetsch, lembra o duelo com a Rússia de 2011 e vê pontos positivos no papel de francoatirador.
“É sempre mais fácil jogar como zebra do que como favorito. Mesmo com o apoio da torcida e com jogadores mais bem ranqueados, é complicado jogar com a pressão de ter que ganhar. Por isso, vamos entrar mais soltos. Podemos aproveitar isso e surpreendê-los, apesar de nossa equipe ser teoricamente inferior”, afirmou.
Os Estados Unidos detêm o recorde de 32 títulos da Copa Davis, incluindo a primeira edição, disputada em 1900. Eliminados pela Espanha na semi em 2012, os norte-americanos ainda são responsáveis pela maior sequência de vitórias da história do torneio, já que venceram 17 séries entre 1968 e 1973.
O duelo contra o Brasil será realizado de 1 a 3 de fevereiro em uma quadra rápida coberta na cidade de Jacksonville. O capitão Jim Courier, ex-número 1 do mundo, convocou os irmãos gêmeos Mike e Bob Bryan (líderes do ranking mundial de duplas) para o duelo de parcerias e chamou John Isner (16º) e Sam Querrey (20º) para simples.
João Zwetsch, por sua vez, relacionou os duplistas Bruno Soares (19º) e Marcelo Melo (16º) ao lado de Thomaz Bellucci (36º) e Thiago Alves (141º). Se antes o Brasil entrava pressionado para retornar ao Grupo Mundial – perdeu no playoff seis vezes consecutivas -, agora a equipe joga sem
“Não tem ansiedade, estou tranquilo. Estamos fora de casa e os Estados Unidos sempre formam equipes muito fortes, já que se trata de um dos países mais tradicionais na Davis. Teoricamente, é um confronto em que não temos tantas chances. Sabemos que eles são favoritos, mas vamos dar o nosso melhor”, disse Bellucci.
As condições do encontro com os Estados Unidos lembram o brasileiro do duelo com os russos em 2011. Na ocasião, o time de João Zwetsch também visitou um adversário tradicional na condição de francoatirador e Bellucci teve dois match-points para liquidar a série contra Mikhail Youzhny.
“Vamos com a mesma mentalidade que tivemos contra a Rússia. Foi um confronto muito parecido: estávamos fora de casa e a equipes deles era melhor no papel. Mesmo assim, fizemos uma boa campanha e não vencemos por um ponto. Agora, é a mesma coisa”, comparou.
Os Estados Unidos levam vantagem no retrospecto contra o Brasil na Copa Davis, já que venceram três das quatro séries. No duelo mais recente, disputado na cidade de Ribeirão Preto em 1997, o atual capitão Jim Courier participou em quadra do triunfo por 4 a 1. Na única vitória brasileira, Thomaz Koch e José Edison Mandarino ganharam por 3 a 2, em Porto Alegre, no ano de 1966.