Menu
Mais Esportes

Autódromo Nelson Piquet receberá outra maquiagem

Arquivo Geral

10/02/2013 14h39

 

Rafael Moura

rafael.moura@jornaldebrasilia.com.br

 

O sonho dos brasilienses de ter um autódromo de ponta, capacitado para receber grandes eventos do automobilismo mundial como as Fórmulas 1 e Indy, ainda está distante de ser concretizado. Com a proximidade da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de Futebol, o Estádio Nacional Mané Garrincha virou prioridade do Governo do Distrito Federal que, em 2013, irá apenas maquiar os problemas ano a ano detectados no principal local de corridas da capital.

 

Sem recurso para realizar as obras necessárias – foram liberados apenas R$ 300 mil –, o objetivo passou a ser bem mais modesto: fazer reparos pontuais para não dar adeus às provas nacionais de automobilismo em Brasília.

 

“Nós precisamos de um autódromo a nível internacional e isso é um compromisso que o Secretário de Esporte (Júlio Ribeiro) e o governador Agnelo Queiroz têm conosco”, diz o presidente da Federação de Automobilismo do Distrito Federal, Napoleão Ribeiro. “Mas é preciso entender que a prioridade é o estádio de futebol”, reconhece.

 

Construído em 1974, o Autódromo Nelson Piquet é alvo de constantes críticas de pilotos. A Stock Car, principal categoria do automobilismo nacional, chegou a cogitar deixar a capital fora do seu calendário, no ano passado. A ameaça só não se concretizou devido às obras de seguranças feitas no local. Para 2013, os promotores do evento pediram mais melhorias. 

 

Zebra

Carente de recursos, o local só receberá tratamento para padronizar as zebras, ampliar e reparar a torre de cronometragem e o controle de prova. “Nós assumimos o compromisso com o promotor da Stock Car em deixar o anel externo com um bom nível de segurança. Não adianta mexer em tudo, e não ter fôlego para terminar a obra”, justificou Napoleão. “Com esse compromisso teremos duas etapas da Stock Car, uma em junho e a outra em setembro, e também duas corridas de Marcas e Pilotos”, finalizou o presidente. 

 

Júlio Ribeiro reconhece os problemas do autódromo, mas garante que estão sendo reparados pontualmente. “Vários equipamentos públicos precisam de reformas e estamos trabalhando para melhorá-los. Após a entrega do Estádio Nacional, a secretaria vai chamar as áreas responsáveis e acredito que, no fim deste ano ou logo no começo do ano que vem, essa grande reforma esteja sendo executada no autódromo”, afirmou.

 

 

Pilotos criticam o desleixo

 

As pequenas obras anunciadas para garantir os principais eventos nacionais no Autódromo Internacional Nelson Piquet não convencem o ex-piloto e atualmente dirigente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Paulo Gomes, o Paulão. Para ele, é preciso olhar com mais  carinho a situação do palco de Brasília. “É lamentável na capital do País ter um autódromo daquela forma. Cidades de interior, como Londrina, têm autódromos melhores que o da capital do País”, dispara o dirigente. “Mas vamos continuar lutando e, de repente, essa obra é apenas um início.”

 

Portas abertas

De acordo com Paulão, caso Brasília modernizasse o autódromo poderia receber eventos maiores. Um dos grandes nomes da Stock Car, o piloto Ricardo Maurício gosta do circuito, mas lamenta o estado de deterioração. “É uma pista oval, que tem muitos pontos de ultrapassagem, mas a infraestrutura deixa a desejar. A pista é antiga e os boxes poderiam ser mais amplos”, diz.

 

Falta espaço

Uma categoria que vem ganhando força no País é a Grand Turismo, que tem carros como Ferrari, Porshe e BMW. Neste ano, a temporada terá oito etapas, sendo duas em Interlagos e duas em Curitiba. O assessor da categoria, Dinho Leme lamenta não ter pistas adequadas no Brasil para a categoria. “São carros baixos e se eles baterem em uma zebra como é a de Brasília acaba perdendo um chassi de R$ 300 mil”, afirma. (R.M.)

 

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado