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Atletismo: Joaquim Cruz preocupado

Arquivo Geral

25/04/2013 16h08

Único brasileiro a conquistar uma medalha olímpica de ouro em provas de pista, Joaquim Cruz retornou a Brasília insatisfeito com o rumo que o incentivo aos futuros maratonistas tem tomado – ontem ele visitou crianças do Instituto que leva o seu nome na capital. 

 

“O apoio não deveria vir somente de institutos e, sim, lá da pré-escola. O esporte é fundamental e, quanto às corridas, estamos defasados. Não há um incentivo na escola, que é chave fundamental”, criticou o atleta, que hoje em dia mora no Estados Unidos “Os futuros ‘Joaquins Cruzes’ estão perdidos por aí na esperança de serem encontrados”, emenda. 

 

Cabeça do Programa Rumo ao Pódio, que dá oportunidade a amantes do esporte se tornarem profissionais, Joaquim observou de perto as evoluções do projeto. 

 

Ídolo

Quem nunca sonhou em conhecer de perto o seu grande ídolo, e ainda brincar com ele? Matheus Américo, de 17 anos, é um dos alunos sortudos do Centro Olímpico de Ceilândia, que recebe o Programa do Instituto.

 

Tímido, Matheus recebeu orientações sobre postura na hora de largar do próprio Joaquim. Foi o suficiente para alimentar os grandes objetivos no esporte. “A prova que ele fez, de 800 metros, estou fazendo agora. Quem sabe eu o alcance no tempo de 1 minuto e 47? Com a minha idade ele já tinha feito a prova, e esse recorde é dele até hoje”, destaca o jovem.

 

SEGURANÇA E OLIMPÍADAS

 

No último dia 15, uma tragédia marcou o mundo das maratonas. Duas explosões junto à linha de chegada da corrida de rua de Boston, nos Estados Unidos, resultaram em três mortes e mais de 200 feridos. As explosões ocorreram quando os principais atletas já tinham terminado a prova. 

 

Em 2016, o Brasil sediará os Jogos Olímpicos, maior evento esportivo do mundo. Joaquim se mostrou tranquilo em relação à segurança dos atletas. “Eu estava em Boston quando as bombas explodiram e a cidade em si entrou em clima de guerra. Podemos tomar como exemplo o Pan-Americano em 2007 no Rio. Nada aconteceu. Creio que o Brasil já está tomando as devidas providências”, confia o ex-atleta, que visita o país de origem em média duas vezes por ano.

 

Dificuldades

 

Ao embarcar para os Estados Unidos, Joaquim confessou não ter domínio do idioma. “Me senti um analfabeto por não conhecer a língua”, confessa o ex-atleta.

 

Com as adversidades vencidas, e o idioma na ponta da língua, em 1985 ele foi apontado como o melhor atleta do ano, no Estado de Oregon (EUA).

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