Em 2011, quando o conselho da Federação Internacional de Vela (ISAF) excluiu a classe Star do programa olímpico da edição de 2016, no Rio, os principais atletas da modalidade se revoltaram.
Em Brasília para disputar o Campeonato Brasileiro da classe Star, o medalhista olímpico Lars Grael se mostrou totalmente descontente com a situação. “A Federação de Vela Internacional vem agindo por uma lógica meramente política, em uma disputa interna pelo poder dessa instituição, sem observar questões técnicas”, criticou o velejador. Especula-se que um lobby de patrocinadores de outras classes tenha sido decisivo para a exclusão da Star no cronograma.
A classe Star é conhecida por reunir os mais renomados velejadores do mundo e constava nos Jogos Olímpicos desde 1932.
Decisão pode mudar
Mesmo contrariado com a intervenção política no esporte, Lars Grael acredita que a situação possa mudar ainda no fim do ano. ”Existe a possibilidade da ISAF reconhecer esse erro. Terá uma reunião em setembro entre a própria entidade, o COI e o Comitê Organizador de 2016”, revelou.
Nas palavras, Grael carrega a esperança de dias melhores para sua classe. “Esperamos que o bom senso prevaleça, a Star volte aos Jogos Olímpicos e que o Brasil possa conquistar mais medalhas”, desabafou.