Obrigado a abandonar o Palmeiras durante o Novo Basquete Brasil (NBB) para regularizar seu visto de trabalho, o técnico espanhol Arturo Alvarez segue nos planos da diretoria. O clube, ainda com chances de classificação aos playoffs, já pensa na próxima temporada e quer renovar com seus três norte-americanos.
“Estamos aguardando pelo retorno do Arturo para que ele participe da montagem do elenco para o Campeonato Paulista e para a próxima temporada do NBB. Está totalmente dentro dos nossos planos”, confirmou Siro Casanova, diretor de basquete do Palmeiras.
Na tentativa de regularizar a situação do treinador o mais rápido possível, o clube acionou o departamento jurídico e entrou no Ministério do Trabalho. O advogado responsável pelo tema é o mesmo que trata dos jogadores estrangeiros de futebol, a exemplo do chileno Valdívia.
O Palmeiras prefere aguardar o retorno de Alvarez, ex-treinador do Paraguai e com passagem pela comissão técnica do Real Madrid, para pensar em eventuais contratações e dispensas. A renovação de Caleb Brown, Tyrone Curnell e Antwaine Wiggins, no entanto, é um desejo dos próprios dirigentes.
“De antemão, posso dizer que queremos continuar com os três americanos”, afirmou Casanova, uma vez que o trio tem contrato até o final do NBB. “O Caleb já está conosco há três anos e ouvi que existem outros clubes interessados, mas queremos mantê-lo no elenco”, completou.
Os três norte-americanos são fundamentais e lideram em alguns fundamentos, entre eles a média de pontos por partida – 16,6 para Brown, 13,6 para Tyrone e 12,6 para Wiggins. Substituto de Arturo Alvarez, Eran Sherzer é generoso ao falar dos estrangeiros do elenco.
“São eles que criam o desequilíbrio na defesa adversária e abrem oportunidades para os outros jogadores. Amadureceram ao longo do campeonato e agora sabem a função que devem exercer. Mas não podemos atribuir a eles uma porção maior apenas porque são os que mais pontuam. O basquete é coletivo e todos contribuem”, afirmou.
Sem pressa para renovar, Caleb Brown seguiu a mesma linha. “Os brasileiros também são bons e não poderíamos fazer nada sem eles. Ainda faltam quatro jogos para encerrar a temporada. Vamos tentar terminar em alta e depois conversaremos sobre o futuro”, afirmou.
Nomeado pelo presidente Paulo Nobre como diretor executivo, José Carlos Brunoro, ex-jogador de vôlei e ligado à Confederação Brasileira de Basquete (CBB) na primeira gestão de Carlos Nunes, promete investir nos esportes olímpicos do clube depois de estruturar os departamentos de futebol e marketing.
Otimista, Siro Casanova deseja contar com um patrocinador para aumentar o investimento na modalidade. “Não temos um carimbo na camisa. Quem paga o basquete atualmente é o clube. O Brunoro está mapeando os esportes para depois pensar em patrocínio. Estamos muito esperançosos”, afirmou.