A pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira (27) mostra as dificuldades de construção de uma alternativa à polarização entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (RJ), candidato do PL à Presidência da República. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula tem 42% das intenções de voto e Flávio tem 33%.
Todos os demais candidatos à Presidência somam 17%. Ou seja, eles têm metade dos votos dados a Flávio Bolsonaro. Essa dificuldade também se reflete na agregação de outros partidos às candidaturas. As três convenções que aconteceram no sábado (24), domingo (25) e na segunda apresentaram chapas puras, sem nenhum outro partido aliado.
Isso aconteceu inclusive no caso de Flávio Bolsonaro pelo PL. A alta polarização e a forte rejeição dos nomes que lideram (a rejeição de Lula é de 48%, e a de Flávio é de 50%) desestimularam os partidos do Centrão, que preferiram ficar neutros. Todas essas razões parecem tornar muito difícil de que até outubro se quebre a polarização entre Lula e Flávio. Como mostra Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.