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Cuidado: você pode estar conversando com um robô nas redes sociais

O estudo verificou 33 mil ecossistemas políticos, ou seja, ambientes nas redes sociais que têm discussão política

Redação Jornal de Brasília

16/10/2026 13h24

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Foto gerada por IA

Uma em cada quatro conversas nas redes sociais em grupos políticos tem do outro lado da linha um robô. É a constatação de um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Regulamentação da Inteligência Artificial (IRIA) com a plataforma Sentinela Eleitoral/Politetro.

O estudo verificou 33 mil ecossistemas políticos, ou seja, ambientes nas redes sociais que têm discussão política. E constatou que 24% das interações que ali acontecem são feitas com robôs ou neurobots. Ou seja, quem está do outro lado não é uma pessoa de verdade.

Os robôs têm comportamento mais previsível. Respondem com frases feitas como “Lula13” ou “Flávio22” somente. Mas os neurobots, como chama Marcelo Senise, são mais sofisticados: conversam, retrucam, argumentam como se fossem uma pessoa.

E levam o interlocutor a acreditar que aquela argumentação, que compartilham de forma maciça, representam a maioria. Assim, alerta Marcelo Senise: o ambiente de votação, com as urnas eletrônicas, é seguro, mas o ambiente de discussão política, via redes sociais, não é. É o que mostra Rudolfo Lago no JBrNews de hoje.

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