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Capitã Marvel: acerto ou erro da Marvel?

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É inevitável a fórmula de fazer filmes da Marvel. Há suas excessões aliadas ao mérito de serem autênticas como Capitão América – Soldado Invernal,  Vingadores – Guerra Infinita e Pantera Negra, porém o saldo final é sempre o mesmo. Esse assemelhamento, que por ora é um padrão cinematográfico, envolve as piadinhas de stand-up, tom espalhafatoso dos efeitos especiais, personagens maniqueístas e a redenção comum de todos os heróis. Infelizmente, Capitã Marvel, que chega aos cinemas da cidade nesta quinta-feira, recheia essa estatística de longas-metragens formuláticos dos estúdios.

O novo capítulo da extensa série de filmes Marvel conta a história de Carol Danvers (Brie Larson) e sua jornada em se tornar a heroína Capitã Marvel.

Mais do mesmo?

A ideia de introduzir um dos personagens mais poderosos da Marvel surgiu quando o produtor Kevin Feige percebeu o poder que existe por trás da representatividade. Pantera Negra é o exemplo mais recente e vivido, apesar da concorrente dar corpo a ideia com Mulher-Maravilha.

E talvez seja por isso que Capitã Marvel é o título mais fraco dos últimos tempos da Marvel. A ideia principal seria uma resposta para a Dc Comics sobre feminismo, mas quando se trata de empoderamento feminino, esta adaptação não alcança qualquer pico de relevância. O que resulta em outras duas falhas cinematográficas: a construção de personagem e a interpretação da oscarizada Brie Larson (O Quarto de Jack).

Infelizmente, estes dois traços de personalidade do filme surgem por conta da receita de bolo da Marvel. Como o gênero está em crescimento desordenado, toda essa história de origem de heróis estacionou em termos técnicos.

Decola?

Marvel chegou em outro nível agora. Seus protagonistas são premiados, algo ainda novo para a produtora e por ser novidade para os roteiristas, o filme nunca consegue aproveitar os dotes de Brie Larson (vencedora do Oscar de Melhor Atriz por O Quarto de Hack). Ou seja, Capitã Marvel não apresenta um estorvo dramático ou bem desenvolvido para mostrar o verdadeiro carisma de Larson, que não é pouco.

Brie Larson como Carol Danvers: talento desperdiçado. Foto – Divulgação

Se Capitã Marvel foi idealizado para mostrar a representatividade feminina na sétima arte, a Marvel precisa urgentemente revisar seus conceitos de narrativa com personagens de grande potencial. Se a ideia era trazer uma nova Mulher-Maravilha, o acerto passou muito longe.


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