O técnico do Paraná Clube, Zetti, preferiu minimizar as críticas ao árbitro uruguaio Roberto Silvera, que apitou a derrota por 2 x 1 contra o Libertad, na Vila Capanema, pela primeira partida das oitavas-de-final da Taça Libertadores da América. O treinador, no entanto, estava visivelmente chateado.
“Não tenho o que falar a respeito. Fica sempre para a análise de vocês (jornalistas). Eu só posso dizer que foi uma boa atuação. Não vi nada de errado”, afirmou ironicamente o comandante tricolor, que tem reclamando bastante das atuações da arbitragem em jogos do Tricolor.
Os paranistas reclamam da expulsão de Neguette, do posicionamento da bola na cobrança de escanteio que originou o segundo gol no final da partida, de um pênalti ainda no primeiro tempo do jogo, quando um chute de Dinélson teria batido na mão de um dos zagueiros, e da tolerância com os jogadores paraguaios.
Para Beto, Roberto Silvera errou em lances capitais e prejudicou o time. “É difícil isso, porque é sempre contra o Paraná. Eu sofri uma falta violenta e o árbitro mostrou o amarelo. O Neguette foi disputar a bola e foi expulso direto. Não é certo entrar em campo e ser prejudicado assim”, afirmou o volante.
Embora nenhum dirigente fale sobre o assunto, na Vila Capanema o clima era de conspiração. A todo momento alguém lembrava que Nicolas Leóz, presidente da Confederação Sul-americana de Futebol, que organiza a competição, é patrono do time paraguaio e empresta seu nome até para o estádio do clube.