Após a goleada sofrida diante do Santos, sobrou para o árbitro Wilson Luiz Seneme. O homem do apito foi criticado pelo técnico Emerson Leão e pelo volante Magrão, ambos expulsos no clássico. Os corintianos, porém, procuraram medir as palavras para não sofrerem maiores conseqüências.
Leão foi expulso logo depois do primeiro gol santista, aos 40 minutos do primeiro tempo. “Tomamos um gol em uma falta duvidosa e, apara coroar, o príncipe me expulsou. Quando saí o gol, eu bati palmas sozinho, raivoso, e o auxiliar me pediu calma. Aí o árbitro me perguntou se eu estava o ofendendo e o auxiliar fez o gesto dizendo que eu o ironizei”, explicou o treinador.
“Ele me expulsou e não justificou”, continuou, questionando a conduta do árbitro durante o jogo. “Ele apitou de maneira intempestiva no primeiro tempo, ofendendo e ameaçando os meus jogadores, mandando-os calar a boca. Depois, os atletas me disseram que ele foi ‘uma lady’, explicativo”, completou.
Logo ao ser expulso de campo, aos 37 minutos do segundo tempo, Magrão disse que “o árbitro foi ignorante no primeiro tempo”. “Ele xingou, expulsou nosso treinador. No segundo tempo, quando o Santos já estava ganhando por 3 x 0, ele ficou calmo. Mas a gente não pode falar porque depois é suspenso. É só fazer leitura labial que vocês vêem o que ele falou”, declarou.
Nos vestiários, o volante admitiu que perdeu a cabeça no lance da expulsão. “Eu não consigo estar perdendo por 3 x 0 e ficar tranqüilo vendo o adversário tocando a bola na minha frente. Desculpa, mas é o meu jeito”, disse o jogador, antes de ratificar sua insatisfação com a postura de Seneme.
“Eu tomei o amarelo meio que tomando uma dura. Ele não precisa aparecer. Dá o cartão e pronto. Mas não vou falar muito porque tenho família para sustentar e quanto mais a gente falar é pior”, afirmou o atleta, que estava perto do lance do primeiro gol do Santos. “Não foi falta”, garante.