Paulo Nobre já falou, em entrevista à rádio Bandeirantes, que vai enxugar o elenco, mas quem lida diariamente com os jogadores tenta evitar o termo “dispensa”. Embora já tenha liberado Josimar para a Ponte Preta e deva ver em breve Weldinho e Felipe Menezes à disposição no mercado, Dorival Júnior tenta respeitar quem ainda está no Palmeiras. E espera reforços da segunda divisão do Brasileiro para não cair.
“Os únicos mercados possíveis para contratação, com exceção de algum atleta afastado, são as Séries B e C. Dentro disso, caso haja uma possibilidade, podemos buscar socorro para melhorar a equipe. De repente, pode acontecer uma ou outra chegada”, comentou o treinador.
Um dos nomes mais comentados é o de Daniel Borges, lateral direito que já foi sondado no primeiro semestre e que, atualmente, está na Ponte Preta. “Não falo sobre nome. Só quando estiver tudo ok, finalizado e nos derem sinal positivo para eu dizer alguma coisa”, desconversou o técnico.
A diretoria tem até 3 de outubro para inscrever jogadores no Brasileiro e precisa abdicar de sua tradicional linha demorada e cautelosa de negociação para fazer contratações em nove dias. Por enquanto, a medida mais fácil é diminuir o elenco que o próprio Dorival sempre admitiu ser grande demais. Mas a diretoria terá peso mais forte do que o recém-contratado treinador na decisão de quem será dispensado.
“Em 18 dias, não tem como formular isso, eu estaria sendo incoerente demais. É uma situação que vamos conversar internamente, sobre toda e qualquer condição, mas sempre procuro preservar os profissionais ao meu lado e que fazem o máximo aqui dentro para buscar a recuperação”, falou Dorival, descartando sempre o termo “dispensa”.
“Não falo em lista de dispensa. Todos os profissionais serão respeitados, estão dentro de uma grande equipe que se responsabiliza sobre isso. Não são quaisquer atletas. Mas podem aparecer condições que satisfaçam como foi com o Josimar na Ponte Preta”, explicou.