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Futebol

Vai acabar sobrando para mim, diz Rafael Moura

Arquivo Geral

28/09/2006 0h00

Antes era a defesa. Agora, é o ataque o setor que mais preocupa a comissão técnica e a torcida do Corinthians. O time segue com um dos piores ataques do Campeonato Brasileiro, com a péssima marca de 25 gols em 26 partidas, e vem conseguindo uma série de nove partidas sem perder graças ao bom desempenho da defesa.

Rafael Moura, vice-artilheiro do Timão na temporada com 16 gols (atrás de Nilmar, com 25), até tem conseguido balanças as redes com certa freqüência – nas últimas rodadas, por exemplo, garantiu a vitória por 1 x 0 sobre o São Caetano e o empate com o Vasco por 1 x 1.

Mesmo assim, o jogador afirmou nesta quinta-feira que ele próprio pode acabar pagando o pato pelo baixo aproveitamento ofensivo da equipe. “Com certeza vai sobrar para mim, porque eu não tenho nome, sempre sou o mais cobrado, sempre sou o que tem que sair, o perna-de-pau, o grosso”, lamentou o atleta.

Diferente de Amoroso, que disse após o empate contra o Lanús que a bola não tem chegado ao ataque, Rafael fez uma auto-crítica. “A equipe do Lanús ficou com apenas um jogador na frente e todo mundo defendendo. Foi mais ou menos o que fizemos contra o São Paulo. Fica difícil se não houver uma penetração pelas laterais e mesmo a movimentação de nós, atacantes”, analisou.

O jogador não acredita que a falta de gols seja decorrência da incapacidade dos homens de frente do Timão e procura não pensar se vai perder a vaga de titular em 2007 caso Nilmar acerte sua permanência no Parque São Jorge.

“Não tirando a minha responsabilidade, a falta de gols é uma carência nacional”, apontou. “Eu vivo hoje. Não sei se em janeiro vou estar aqui, se o Nilmar vai estar aqui. Eu escuto muito as críticas e isso me motiva a crescer”, continuou.

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