O tenso sorteio final para o Mundial de 2014 foi a primeira grande sensação de sediar a Copa para muitos brasileiros. A cada bolinha retirada do pote, surgia um anseio de alívio ou apreensão. Longe da Costa do Sauipe, palco do evento de ontem, porém, a preocupação é maior e muito mais decisiva.
A 186 dias para o início do Mundial, pouco mais de seis meses, os governos correm para cumprir os prazos das obras de mobilidade urbana, aeroportos e, acreditem, estádios – seis capitais ainda não têm palcos em condições mínimas de receber partidas.
Várias “promessas de campanha” ficaram pelo caminho e já nem são mais citadas como necessárias: caso dos Monotrilhos de Manaus e São Paulo, do VLT de Brasília e de uma intervenção no aeroporto de Porto Alegre.
Ainda na Matriz de Responsabilidades da Copa 2014, reparações em aeroportos e estádios são as que mais avançam. Com feitio de canteiro de obras, no entanto, as 12 cidades-sedes dificilmente conseguirão entregá-las até dezembro.
De acordo com o 5º Balanço de Ações para a Copa, divulgado no fim do mês passado, há 45 obras concluídas ou em fase de execução na área de mobilidade urbana. São 17 corredores e vias, 16 estações, terminais, Centrais de Controle de Tráfego (CCTs) e obras em entorno de arenas, dez obras de Bus Rapid Transit (BRT) e dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
A conjuntura dos aeroportos é ainda pior. Das 30 intervenções listadas, apenas 10 foram entregues. As outras 20 estão em obras em 12 aeroportos espalhados pelas capitais, com entrega prevista para até maio de 2014, ou seja, um mês antes do início do Mundial.
No laço
Três estádios ficarão prontos no início de 2014. A contragosto, a Fifa aceitou a inauguração em janeiro de Manaus, Cuiabá e Natal. O Itaquerão, local da abertura, sofreu acidente e terá atraso de três meses. A Arena da Baixada é a que mais causa alarde. Os membros da Secopa de Curitiba nem sequer compareceram ao sorteio de ontem.
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