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Futebol

Tudo certo no sorteio e muitas indefinições nas sedes

Arquivo Geral

07/12/2013 10h34

O tenso sorteio final para o Mundial de 2014 foi a primeira grande sensação de sediar a Copa para muitos brasileiros. A cada bolinha retirada do pote, surgia um anseio de alívio ou apreensão. Longe da Costa do Sauipe, palco do evento de ontem, porém, a preocupação é maior e muito mais decisiva. 

A 186 dias para o início do Mundial, pouco mais de seis meses, os governos correm para cumprir os prazos das obras de mobilidade urbana, aeroportos e, acreditem, estádios – seis capitais ainda não têm palcos em condições mínimas de receber partidas. 

Várias “promessas de campanha” ficaram pelo caminho e já nem são mais citadas como necessárias: caso dos Monotrilhos de Manaus e São Paulo, do VLT de Brasília e de uma intervenção no aeroporto de Porto Alegre.

Ainda na Matriz de Responsabilidades da Copa 2014, reparações em aeroportos e estádios são as que mais avançam. Com feitio de canteiro de obras, no entanto, as 12 cidades-sedes dificilmente conseguirão entregá-las até dezembro.

De acordo com o 5º Balanço de Ações para a Copa, divulgado no fim do mês passado, há 45 obras concluídas ou em fase de execução na área de mobilidade urbana. São 17 corredores e vias, 16 estações, terminais, Centrais de Controle de Tráfego (CCTs) e obras em entorno de arenas, dez obras de Bus Rapid Transit (BRT) e dois Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).

A conjuntura dos aeroportos é ainda pior. Das 30 intervenções listadas, apenas 10 foram entregues.  As outras 20 estão em obras em 12 aeroportos espalhados pelas capitais, com entrega prevista para até maio de 2014, ou seja, um mês antes do início do Mundial. 

No laço

Três estádios ficarão prontos no início de 2014. A contragosto, a Fifa aceitou a inauguração em janeiro de Manaus, Cuiabá e Natal. O Itaquerão, local da abertura, sofreu acidente e terá atraso de três meses. A Arena da Baixada é a que mais causa alarde. Os membros da Secopa de Curitiba nem sequer compareceram ao sorteio de ontem.

Saiba Mais

De acordo com a última atualização da Matriz de Responsabilidades, os preparativos para o Mundial já consumiram R$ 25,6 bilhões. Esse valor, porém, está defasado. O balanço foi divulgado com base em dados de setembro e, depois disso, pipocaram informações sobre “atualização de custos”. Até agora, R$ 8,005 bilhões foram destinados aos estádios, R$ 1 bilhão a mais do que o previsto anteriormente, em dezembro de 2012 – R$ 7,107 bilhões.
Estádios em construção
Arena Amazonas
Em Manaus:  A Arena da Amazônia apresentava 84% de execução em outubro. Avançou, portanto, apenas 2,1 pontos percentuais mensal, o mais lento entre os estádios da Copa.
Beira Rio
Em Porto Alegre: As obras do Beira-Rio ficaram paradas por nove meses (entre junho de 2011 e março de 2012). O fato atrasou a conclusão da reforma e está 92% terminada. A inauguração prevista para dezembro.
Arena das Dunas
Em Natal: A Arena das Dunas foi o último estádio a entrar em obras. O ritmo acelerado dos operários fez com que avançasse e hoje está com 94,07%. A previsão de entrega é dezembro.
Arena da Baixada
Em Curitiba: A reforma da Arena da Baixada começou em outubro de 2011, com trabalhos no entorno. O estádio tem hoje o terceiro menor índice de conclusão: 85,53%. A entrega será no começo do ano que vem.
Arena Pantanal
Em Cuiabá: A Arena Pantanal é o estádio em obras há mais tempo e mais atrasada. São 41 meses em construção. O índice de execução é de apenas 85%, média mensal inferior a dois pontos percentuais.

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