O São Paulo se prepara para uma decisão neste sábado. Uma vitória em cima do Atlético-PR, na Arena da Baixada, deixa o Tricolor ainda mais perto do tetracampeonato brasileiro.
Somando três pontos, o time de Muricy Ramalho sobe para 52 na tabela de classificação e abre sete de diferença para o vice-líder Grêmio. “Quatro pontos não é uma vantagem tranqüila porque, em uma semana, você pode perder a primeira colocação. Com sete pontos, já dá para colocar uma pressão nos adversários”, vislumbrou o volante Josué.
O troféu nacional virou questão de honra no Morumbi, o que aumenta a importância do confronto com o Furacão. “A cobrança por títulos é normal em times grandes. Para a gente, existe o incômodo de chegar no final de três competições (Paulista, Liberadores e Recopa Sul-americana) e não conseguir ganhar”, reconheceu o meio-campista.
As glórias conquistadas no ano passado são motivos de saudades para Josué. “Ganhamos tudo no ano passado e a cobrança aumentou. O São Paulo se tornou o time a ser batido”, lembrou o jogador.
Por isso, Josué não prioriza o jogo com o Atlético-PR. Quer, sim, ganhar todas as finais que disputar. “Cada partida dessa competição é uma decisão. Como esse foi um jogo adiado, a necessidade de conseguir a vitória é grande”, afirmou. “O Campeonato Brasileiro é bem nivelado e é difícil jogar bem todas as partidas. É muito sobe e desce”, completou.
Se vencer o Furacão e engordar na liderança, no entanto, o São Paulo só vai cair se tropeçar três vezes e o Grêmio souber aproveitar. “Vai ser uma boa vantagem, já que a gente volta a jogar no Morumbi depois. É importante também porque os jogos com nossos concorrentes serão fora de casa”, observou Josué.
Para não deixar mais um título escapar na temporada, o volante pretende engordar não sete, mas nove pontos de vantagem para o vice-líder. “Se faltarem quatro rodadas para o fim do campeonato e nós estivermos com nove pontos na frente, as coisas vão ficar bem mais fáceis”, projetou.