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Futebol

Torcida protesta, Martín revida e Triguinho sente vergonha

Arquivo Geral

05/10/2006 0h00

Menos de 500 torcedores presenciaram a derrota do São Caetano para o Goiás, nesta quarta-feira, mas nem por isso fizeram jus à fama de que o clube do ABC é um lugar tranqüilo para se trabalhar. O gol de Souza, aos 46 minutos do segundo tempo, assegurou a virada dos visitantes e revoltou o público que esteve no estádio Anacleto Campanella.

Os jogadores do São Caetano desceram para os vestiários sob os gritos de “mercenários”. Os rojões, que antes foram usados para incentivar o time, serviam como arma de protesto nas arquibancadas. Na rua, um grupo de torcedores provocou o atacante Martín, que deixava o estádio e se dirigia para um táxi com sua família. O colombiano partiu para a agressão. O tumulto só foi contido com a intervenção dos seguranças do Azulão.

Enquanto isso, dentro do Anacleto Campanella, o ala-esquerdo Triguinho concordava com a indignação da torcida. “Temos que ouvir as reclamações agora. A torcida fala com razão. Não tem como não reclamar. Estávamos jogando em casa e a vitória escapou mais uma vez”, comentou. “Estou envergonhado por tudo que o São Caetano faz, paga os salários em dia, e a gente não pode retribuir. É um momento muito triste”, lamentou.

Para o jogador, o fato de os seguidores do Azulão serem poucos não diminui as exigências sobre a equipe. “O São Caetano é um clube muito bom de trabalhar, que tem uma torcida pequena, mas que cobra bastante. E a cobrança vem de nós mesmos. Temos que ter vergonha na cara”, pregou. Triguinho só espera que não seja tarde para a reação no Campeonato Brasileiro. “É cada vez mais difícil. Daqui para frente, temos que pensar só em vitórias”.

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