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Futebol

Torcida do Cruzeiro protesta em frente a Toca da Raposa

Arquivo Geral

01/05/2007 0h00

A torcida celeste cumpriu sua promessa e, na manhã desta terça-feira, promoveu um grande protesto na porta da Toca da Raposa durante a reapresentação do Cruzeiro. A revolta era grande após a goleada de 4 x 0 sofrida para o rival Atlético-MG, resultado que praticamente dá o título Mineiro ao Galo.

Cerca de 100 torcedores, todos ligados às facções organizadas da Raposa, concentraram-se na porta do centro de treinamento para protestar. A Polícia Militar, avisada com antecedência, montou um forte esquema de segurança e impediu a aproximação dos torcedores na portaria do estacionamento. Todos os jogadores foram vaiados, com exceção do volante Sandro, que se recupera de contusão e sequer vem atuando.

“Olelê, olalá, se o Cruzeiro não ganhar, o pau vai quebrar” e “Time sem raça…movido à cachaça” foram algumas das frases entoadas pelo grupo, que tornaram público algumas denúncias de abuso da noite contra os atletas celestes. Os torcedores lançaram até uma comunidade no Orkut, site de relacionamentos da internet, para que outros cruzeirenses possam relatar flagras de atletas nas baladas mineiras.

Após muita insistência, os principais líderes de cada facção foram autorizados a entrar na Toca, mas sequer tiveram contato com os jogadores. Fora recebidos por Valdir Barbosa, diretor de comunicações da Raposa, que minimizou as reivindicações. “Eles fizeram algumas colocações a respeito do próprio comportamento que eles vão ter domingo no Mineirão. Reconheceram que poderão estar em minoria, mas que vão incentivar o time durante todo o tempo. Eles acreditam que leva goleada também pode retribuir”, disse.

Além da tentativa de amenizar o ambiente conturbado, a diretoria celeste demonstrou certo apoio com a atitude das organizadas. Segundo o diretor de futebol Eduardo Maluf, todo protesto, desde que pacífico, pode ser realizado fora da Toca. Por isso a preocupação apenas em blindar os jogadores da torcida nesta terça.

“O torcedor tem o direito de manifestar seu descontentamento. Tem que ser uma manifestação em que ele preserve o patrimônio do clube e seja pacífico. Eles estão fora do centro de treinamento, o Cruzeiro não permite que isso aconteça aqui dentro, e acho que eles estão cobertos de razão em fazer a manifestação e as reivindicações”, afirmou.

Barbosa vai além e garante que diretoria e torcida tem o mesmo objetivo: as vitórias. “O que eles querem é o que todos nós aqui dentro queremos, que é vencer. E, quando perder, perder com dignidade”, definiu o diretor de comunicações.

Para azedar ainda mais a crise, o meia Élson, dispensado recentemente pelo clube por motivos de indisciplina, deu uma entrevista ao Portal Uai, onde reforça que é normal a badalação entre o elenco celeste. Maluf desmente a acusação e garante que a própria diretoria está de olho no ‘profissionalismo’ dos jogadores.

“Nós nunca toleramos e jamais vamos tolerar balada. Queremos garra e que eles continuem acreditando no título. Exigimos que eles se agarrem a esse quase e sejam profissionais”, completou o cartola.

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