O Santos não se preocupou em treinar cobranças de pênalti antes da semifinal da Taça Libertadores da América, contra o Grêmio. Para o técnico Wanderley Luxemburgo, o emocional dos jogadores é mais importante do que uma preparação específica para o momento do desempate.
“O Brasil já treinou, treinou e perdeu em disputas de pênaltis, da mesma forma que ganhou”, justificou o comandante. “Gosto de criar a expectativa de vencer o jogo no tempo normal primeiro. No decorrer do trabalho, você consegue identificar quem está mais preparado emocionalmente para bater”, completou, reconhecendo a ansiedade para a partida decisiva.
Se o Santos vencer por 2 x 0 e Cléber Santana ainda estiver em campo, certamente ele será um dos atletas “identificados” por Luxemburgo. O meio-campista é o batedor oficial de pênaltis da equipe, maneira como marcou alguns dos seus 14 gols na temporada e transformou-se em artilheiro.
Apesar da confiança, Santana já foi bastante cobrado quando desperdiçou pênaltis em 2007. Ele tem o hábito de chutar forte, mas também começou a primar pela pontaria. “Se eu perdi pênaltis, é porque eu bato. Os outros jogadores não perderam ainda porque não cobram. Contra o Grêmio, se o jogo for para o pênaltis, não serei o único a bater. Mesmo que alguém erre, são cinco cobranças”, comentou o meia.