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Futebol

Seba já fala em tom de despedida no Timão

Arquivo Geral

02/10/2006 0h00

Assim que foi anunciada a liberação dos argentinos Tevez e Mascherano do Parque São Jorge, o zagueiro Sebá foi incluído no bolo e chegou a ser considerado fora do elenco corintiano para o restante da temporada. O técnico Emerson Leão, no entanto, comentou que não queria que o defensor fosse punido pelos atos de indisciplina de seus compatriotas e a decisão foi revertida.

Sebá, então, voltou a treinar normalmente. Ou melhor, não tão normalmente assim. “Fiquei com vergonha de ter recebido a notícia (da saída) de surpresa, ter me despedido de todos e depois ter voltado a treinar. Me senti um boneco”, admite o atleta.

Com contrato até o dia 3 de janeiro, Sebá não esconde que seu clico no Timão está perto do fim. Apesar de dizer que não pode julgar “a maneira do Leão trabalhar porque está dando resultado e ele tem escolhido bem a equipe”, o jogador sente que não tem mais espaço no clube.

“Em janeiro, vou sentar com meu agente e conversar com o Corinthians. Já tive algumas chances de sair, mesmo machucado, mas a MSI optou por eu continuar. Claro que é difícil eu ir para um clube melhor, porque fiquei oito meses parado em dois anos e agora não venho jogando, mas vamos ver se acertamos uma permanência ou se vou procurar um outro clube”, adianta.

Sebá diz ter “muitos amigos fora do campo” dentro o grupo alvinegro e garante que não está arrependido de ter vindo para o Brasil. “A única vez que fiquei bravo era quando eu não errava um passe, tirava várias bolas e a zaga era crucificada quando perdíamos de 1 x 0. Mas isso é normal aqui no Brasil, mas irrita você jogar bem e ouvir que a zaga falhou mesmo quando tomou um gol de bola parada”, desabafa.

Sem muitas esperanças de acertar com um clube com as mesmas aspirações do Corinthians para 2007, Sebá admite a possibilidade de atuar por um clube médio do Brasil ou da Europa. Uma volta para a Argentina também não está descartada – o River Plate, dirigido por Daniel Passarella, teria interesse no atleta.

“Até 3 de janeiro, estou dando 100% de mim aqui. Não sei se existe esse interesse do River, mas claro que é um lugar muito bom para jogar. Todos na Argentina querem jogar no River ou no Boca, como aqui querem jogar no Corinthians, no Palmeiras, no São Paulo. Tomara que tenha uma chance como essa no fim do ano”, finalizou.

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