A última rodada da fase de grupos da Taça Libertadores da América pouco vale para Santos e Deportivo Pasto. Líder e lanterna da chave 8 se enfrentarão às 21h30 desta quinta-feira, na Vila Belmiro, com os objetivos de apenas ratificar a primeira colocação geral do torneio e encerrar a participação com dignidade, respectivamente.
As campanhas de Santos e Pasto são opostas. O primeiro venceu seus cinco jogos no grupo (entre eles o da estréia, por 1 x 0, contra a própria equipe colombiana), e o outro perdeu todos. O retrospecto irretocável deixa o Peixe bem próximo de confirmar-se como melhor equipe da fase inicial da Libertadores, mas o objetivo maior não é esse no momento.
Os comandados do técnico Wanderley Luxemburgo não escondem que estão mais focados no segundo jogo da semifinal do Campeonato Paulista com o Bragantino, domingo, do que na partida desta quinta. “A preferência todo mundo sabe qual é, mas a vontade individual de cada atleta não vai mudar”, garantiu o meia Pedrinho, que deverá ser titular contra o Pasto.
Com o mesmo foco que seus atletas, Luxemburgo deve mais uma vez escalar um time misto neste confronto da Libertadores. Por isso mesmo, o Santos não deve perder em motivação, mesmo priorizando o mata-mata do Estadual. “Particularmente, será como a minha primeira vez com a camisa do Santos, contra o Guaratinguetá”, discursou Pedrinho.
Apesar de sinalizar com a possibilidade de promover novo rodízio entre os titulares do Peixe, o treinador fez mistério durante a semana. Ele incumbiu o preparador físico Antônio Mello de avaliar as condições físicas do elenco, que liberou quem vinha jogando para entrar em campo no meio de semana. No entanto, tudo indica que alguns suplentes ganharão outra chance de mostrar serviço.
E até mesmo quem deve ser preservado, caso do lateral-direito Pedro, que provavelmente cederá lugar para Denis jogar, valoriza o duelo com o Deportivo Pasto. “Temos que entrar com tudo, até porque uma vitória dá moral para o jogo com o Bragantino. E, na Libertadores, não importa se o adversário está mal. Sempre é difícil”, respeitou.
Na sua despedida da Libertadores, o Pasto quer se redimir da péssima campanha. Para isso, chegou cedo ao Brasil e treinou no próprio CT Rei Pelé na quinta-feira, ao mesmo tempo em que o Santos trabalhava, embora os jogadores do Peixe não tenham percebido. “Eles já conhecem a nossa equipe”, lembrou Pedro, explicando que os colombianos também não se atreveram a espionar.