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Futebol

Santos e São Caetano começam a decidir o Paulistão

Arquivo Geral

29/04/2007 0h00

Um dos responsáveis por classificar o Santos à final, já que a invencibilidade da defesa diante do Bragantino foi decisiva para o time avançar, o zagueiro Antônio Carlos aponta outro motivo para julgar-se favorito. “Sempre que uma equipe grande encontra uma média ou pequena, não tenha dúvida que ela considerada favorita. Mas temos que respeitar o São Caetano”, prega.
 
O favoritismo não é assumido por todo elenco do Alvinegro. O meia Cléber Santana, por exemplo, discorda do companheiro: “O Antônio Carlos pensa do jeito dele, e eu do meu. Em final, não existe favoritismo. Se não tivermos atenção e diminuirmos nosso percentual de erros, como prega o professor Vanderlei (Luxemburgo), não conseguiremos o título. Precisamos estar focados.”
 
Já o técnico Dorival Júnior, do São Caetano, posiciona-se ao lado de Antônio Carlos. “Não estou transferindo a responsabilidade para o Santos, porque nem precisa. Esse favoritismo é em relação à regularidade, à variação de jogadas muito grande e ainda pela individualidade que muitas vezes decide os jogos. O Vanderlei Luxemburgo tem um grupo muito equilibrado e as dificuldades são naturalmente grandes”, aponta.

No entanto, o treinador acredita que seus comandados não irão tremer diante do Santos. “É importante os jogadores controlarem a ansiedade natural para usá-la a favor, de modo a ajudar na motivação. Claro que em decisão essa ansiedade aumenta um pouco mais, mas é questão de alguns segundos após o início do jogo para eles encontrarem o equilíbrio.
 
Favoritismo, obviamente, não vale mesmo muita coisa no Paulistão. A maior prova é o São Paulo, que trocou farpas com o Santos sobre uma hipotética final durante boa parte da competição, mas sofreu 4 x 1 do Azulão na semi. “Cada partida tem sua história. Só que essa pode nos servir de lição. Não podemos repetir os mesmos erros do São Paulo, senão também seremos surpreendidos”, alerta o zagueiro Adaílton.

Apesar de não fazer mais uso do rodízio entre seus titulares, o técnico Vanderlei Luxemburgo voltou a adotar o mistério na tentativa de mudar a surpresa de lado. Ele testou o lateral-direito Denis no lugar de Pedro durante a semana, mas não confirmou a alteração. “Pode ter sido mais para o Denis pegar ritmo, porque ele está voltando de uma lesão grave”, palpita o volante Maldonado.
 
Quem também pode ganhar nova oportunidade é o meia Rodrigo Tabata, que já foi utilizado no lugar do atacante Rodrigo Tiuí na segunda partida da semifinal contra o Bragantino. “Não estou mudando as minhas características porque não sou aquele atacante que fica parado na área. Se o professor optar por mim, vou ajudar da melhor maneira”, discursa Tabata.
 
O São Caetano, por sua vez, não poderá contar com o volante Glaydson e o meia Canindé, suspensos. Um dos substitutos será Galiardo, enquanto a outra vaga está entre Marabá, Leandro Lima e Adriano Sopa. O restante da equipe será a mesma que goleou o São Paulo por 4 x 1 na segunda partida da semifinal.

“Comecei o campeonato como titular e estou buscando meu espaço novamente. O jogador que está no banco sempre trabalha para ter uma oportunidade. Nada melhor que uma final para aparecer”, afirma Galiardo, acrescentando que não fará marcação individual em nenhum adversário.

Mesmo sem ter sido confirmado pelo técnico Dorival Júnior, Adriano Sopa explica como será seu posicionamento em campo caso seja o escolhido. “Pelo que o Júnior me passou, terei liberdade para ajudar o Douglas na armação. A idéia é que eu e o Galiardo nos revezemos nas subidas ao ataque”, diz.
 
O encontro deste domingo será o segundo dos três entre Santos e São Caetano no Campeonato Paulista. Na primeira fase, em 20 de janeiro, o Peixe fez 3 x 0 no Azulão dentro da Vila Belmiro, gols de Pedro, Fabiano e Cléber Santana.

SÃO CAETANO X SANTOS
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 29 de abril de 2007, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira
Assistentes: Valter José dos Reis e Carlos Augusto Nogueira Júnior


SÃO CAETANO: Luis; Paulo Sérgio, Maurício, Thiago e Triguinho; Luís Alberto, Galiardo, Adriano Sopa (Marabá) e Douglas; Luiz Henrique e Somália. Técnico: Dorival Júnior
 
SANTOS: Fábio Costa; Pedro (Denis), Adaílton, Antônio Carlos e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana e Zé Roberto; Rodrigo Tabata (Rodrigo Tiuí) e Marcos Aurélio. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

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