Se Wanderley Luxemburgo não deu dicas sobre como irá armar a equipe, ele pelo menos deixou claro quais foram suas instruções para seus jogadores: atacar o Azulão com inteligência e sem afobação. Marcos Aurélio, Ávalos e o auxiliar-técnico Serginho Chulapa confirmaram que essas são as palavras de ordem para o jogo decisivo do Paulistão e se mostraram confiantes.
Para ajudar na motivação, tudo está valendo. Depois de levar os contundidos, Denis e Antônio Carlos, para a concentração e liberar até a entrada da torcida organizada no hotel de luxo para uma pelada, a comissão técnica usou também uma virada da história recente do Santos para mostrar aos jogadores que o Paulistão não está perdido.
Na semifinal do Brasileirão de 1995, o Fluminense venceu a primeira partida por 4 x 1 e, no segundo jogo, o Santos foi buscar a classificação vencendo por 5 x 2 no Pacaembu. “Eu tinha montado aquela equipe em 94 e depois chegou o Cabralzinho no ano seguinte. Como revertemos aquela vantagem em 95, temos totais condições de fazer o mesmo neste domingo”, disse Serginho Chulapa, lembrando que um placar de 2 x 0 em cima do São Caetano dá o título ao Peixe.
O auxiliar-técnico de Wanderley Luxemburgo também transmitiu calma para o elenco. “Não precisamos ir afobados. Respeitamos muito o São Caetano, mas temos os 90 minutos para fazer dois gols. Temos de atacar com inteligência porque, se sofrermos um lá atrás, as coisas ficarão ainda mais complicadas”, disse Chulapa.
Levemente resfriado, o atacante Marcos Aurélio espera voltar a balançar as redes neste Campeonato Paulista. Seu último gol foi marcado no dia 8 de abril, contra o Noroeste. “Se Deus quiser, o gol voltará a sair. Vamos com tranqüilidade ao ataque”, disse o jogador. O Santos não marcou gols nos últimos três jogos da competição regional e precisa acabar com o jejum para ficar com a taça.