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Futebol

Santos aposta tudo para evitar o título do São Caetano

Arquivo Geral

06/05/2007 0h00

Os bicampeonatos legítimos, como almeja o Peixe, rarearam no Paulistão. Desde 1994, um time não alcança essa conquista. O último foi o Palmeiras, sob o comando do próprio Vanderlei Luxemburgo. Para o Santos, o jejum de títulos em série no Estadual vem desde a década de 1960.


A história ou o resultado do primeiro jogo da final não são suficientes para abalar o ânimo dos santistas. Logo após o empate por 2 a 2 com o Caracas, pela Copa Libertadores da América, o técnico Vanderlei Luxemburgo prometeu um “time de guerreiros” à torcida. “O Santos não está morto. O São Caetano tem uma grande equipe, mas temos condições de reverter. Ainda faltam 90 minutos e o torcedor pode ter certeza de que vamos suar sangue para buscar esse bicampeonato”, repete.


O problema é que a decisão não foi o único assunto em pauta no Santos nos últimos dias. Recém-saídos do clube, o atacante Rodrigo Tiuí e o lateral-direito Pedro atacaram Luxemburgo na quinta-feira. Segundo os jogadores, o treinador teria imposto a ambos trocarem o empresário Teodoro Fonseca por Ângelo Pimentel para permanecer na Vila Belmiro.


Luxemburgo protegeu seu elenco em Atibaia e se fez de escudo na troca de farpas com Tiuí e Pedro. “Sempre deixo tudo às claras para os meus jogadores”, garante o treinador, que, por outro lado, ganhou um problema para escalar o Santos sem um dos dispensados.


Denis, o substituto natural de Pedro, lesionou gravemente o joelho esquerdo no empate com o Caracas. Se não quiser aproveitar o “esquecido” Neto, que não vem sendo sequer relacionado, Luxemburgo terá de improvisar na lateral-direita. O prata-da-casa Dionísio foi o escolhido para entrar em campo na Venezuela, porém pode ter diminuído suas chances de ser escalado ao ser expulso. Pedrinho é outra opção.


Também por uma contusão no joelho esquerdo, o zagueiro Antônio Carlos, que pode alcançar o feito de ser campeão paulista pelos quatro grandes clubes do Estado, é desfalque. Marcelo e Leonardo brigam pela vaga. Ao contrário do primeiro jogo da final, Luxemburgo faz mistério. “Vamos analisar as possibilidades. Problemas são do futebol e a gente tem que resolver. Já tenho uma idéia do que vou fazer, mas não vou dizer”, despista o técnico.


No São Caetano, Dorival Júnior confirmou os retornos do volante Glaydson e do meia Canindé, que cumpriram suspensão no último jogo. “É preciso ser coerente, mesmo que o Galiardo e o Ademir Sopa tenham entrado muito bem e estejam preparados. Por tudo o que fizeram no campeonato, o Glaydson e o Canindé são os titulares”, explica.


Enquanto o Santos busca o segundo título estadual seguido, no Azulão a expectativa é pela possibilidade de repetir o feito de 2004 e se tornar o primeiro clube de fora da capital (com exceção do Peixe) a conquistar o troféu de campeão paulista mais de uma vez.
Atualmente, o Azulão está no mesmo patamar de Internacional (Limeira), Bragantino (Bragança Paulista), Ituano (Itu) e São Paulo da Floresta (extinta equipe da capital). Bem longe do Santos e seus 16 títulos. Por isso, o técnico Dorival Júnior prega humildade. “Temos que ter a consciência de que vamos jogar uma final contra o Santos Futebol Clube e não podemos cometer erros”, discursa, minimizando o placar de 2 x 0 da primeira partida. “A vantagem que temos é mínima frente ao adversário que estamos enfrentando. Contra uma equipe como Santos, que é mais qualificada que a nossa, o que conseguimos, na verdade, é uma motivação maior”, diz.


Para não sofrer pressão dos santistas, a ordem do treinador é não ficar na retranca. “O confronto, para nós, está 0 a 0. Eu passo para os atletas que não podemos mudar o comportamento, não podemos deixar de agredir o Santos”, afirma, lembrando que o Peixe está acostumado a atacar e quase não é atacado.


» FICHA TÉCNICA
SANTOS X SÃO CAETANO

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 6 de maio de 2007, sexta-feira
Horário: 16h
Árbitro: José Henrique de Carvalho
Assistentes: Ednilson Corona e Ana Paula da Silva Oliveira

SANTOS: Fábio Costa; Pedrinho (Dionísio), Marcelo (Leonardo), Adaílton e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Cléber Santana e Zé Roberto; Rodrigo Tabata e Marcos Aurélio
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

SÃO CAETANO: Luis; Paulo Sérgio, Maurício, Thiago e Triguinho; Luís Alberto, Glaydson, Douglas e Canindé; Luiz Henrique e Somália
Técnico: Dorival Júnior

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