A realidade é que o Atlético não vem jogando bem nos últimos jogos. A primeira vitória no Campeonato Brasileiro ocorreu na rodada anterior, jogando novamente abaixo do esperado, mas superando o Avaí, no Independência. A derrota para o Vitória, por 2 a 0, na tarde desse domingo, no Barradão, novamente contou com um Galo fraco, sem forças ofensivas e bastante comprometido em sua defesa, com erros em sequência da dupla de zaga, formada por Erazo e Felipe Santana.
A equipe atleticana não teve sua dupla de zaga e laterais titulares, o volante Adilson e o meia armador Cazares, todos ausentes por contusões, suspensões ou servindo a seleção. Para piorar a situação, o técnico Roger Machado evitou colocar a culpa do futebol apresentado nas ausências.
“As individualidades que sustentam nosso jogo técnico tiveram dificuldades. As ausências têm seu peso, mas, de modo geral, foi um jogo muito abaixo. Foi uma noite infeliz, ruim, e a gente tem que tirar lições. Tem que entender que acontece, mas trabalhar para que não se repita ou seja minimizado ao longo do campeonato. Não vou usar como muleta os desfalques. Foi um jogo coletivo ruim. O sistema de defesa não conseguiu neutralizar a maior parte das ações que levaram perigo ao nosso gol. Sofremos com a derrota. Foi um mau dia. E maus dias acontecem”, destacou.
Em momento complicado, na porta da zona de rebaixamento, com apenas seis pontos conquistados, um rendimento bem pior do que o esperado e pago para ter um dos grupos mais valiosos do Brasil, Roger Machado disse que há uma cobrança interna, mas não para dar explicações para fora do Atlético.
“Os problemas vão acontecendo, não são só pra nossa equipe. Temos que entender que o campeonato é extremamente duro, difícil. Cobranças são internas, mas sempre acontecem. O que a gente não pode é dar publicidade ao que se fala lá dentro simplesmente para dar satisfação aqui fora”, finalizou.