“Fiquei chateado pela forma como a coisa foi conduzida. As pessoas que me conhecem bem sabem que não faço uso desse tipo de coisa. Só usei uma vez no fim do ano passado durante as minhas férias . Foi um momento de fraqueza minha. Lamento que o clube não tenha entendido isso e agido da maneira como agiu. Mas tudo bem, vida que segue”, disse Renato Silva.
E as críticas contra o Fluminense prosseguiram. “Acho que o Fluminense não deveria me expor dessa maneira, pois foi a hora em que precisei de apoio. Todos os jogadores ganharam uma carteirinha do patrocinador (Plano de Saúde Unimed) e eu acho que fui o único que não ganhei”, afirmou o zagueiro.
O advogado Theotonio Chermont de Britto não descartou a possibilidade de Renato Silva lutar na Justiça pelos seus direitos perdidos com a rescisão contratual. “Ainda temos dez dias para ver isso. Eles não tiveram habilidade para tratar o caso, mas isso não quer dizer que a gente vá processá-los. Não foi a melhor maneira de se conduzir uma questão tão delicada”, explicou o advogado.
O zagueiro lamentou o fato de estar fazendo seus familiares passarem por um momento tão conturbado. “Fico triste pela minha família e pelos amigos que gostam de mim, que estão sofrendo com toda essa situação. Até porque eles sofrem mais, pois sabem que não sou disso e que as drogas não fazem parte da minha vida”, disse Renato Silva.
O jogador se mostrou esperançoso em ser absolvido no julgamento que deverá acontecer nos próximos dias no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Suspenso preventivamente por 30 dias, ele pode pegar uma pena que varia de três meses a um ano de suspensão. O advogado Carlos Portinho explicou a estratégia a ser usada neste julgamento.
“A substância usada por ele não produz dano técnico, pelo contrário, só é ilegal por ser uma droga social. Vamos trabalhar nessa linha. O jogador está suspenso por 30 dias preventivamente”, disse Portinho.