O gol de Ricky Centurión na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, na quarta-feira, foi o seu terceiro com a camisa do São Paulo. O terceiro de cabeça, o segundo decisivo para um resultado positivo na Copa Libertadores. Gols que lhe dão confiança e o ajudam a superar a timidez e a dificuldade de adaptação ao Brasil.
“Estou muito contente e feliz pelo gol, porque mostra que estamos fazendo bem as coisas”, disse o jogador, no Morumbi, ao final da primeira partida das oitavas de final do torneio continental. “Sinceramente, não sou treinado em cabeçadas, é algo que flui, na intuição das jogadas”.
Embora não seja especialista em cabeceios, o meia-atacante argentino quase fez outro gol dessa forma diante do Cruzeiro. Além do tento anotado aos 37 minutos do segundo tempo, ele poderia ter balançado a rede logo no primeiro minuto da partida não fosse uma difícil defesa do goleiro Fábio no canto esquerdo baixo.
“Na última, deu certo e fiquei muito contente por isso”, festejou o jogador, titular apenas porque Michel Bastos contraiu dengue e foi vetado pelo departamento médico. “Lamento por ele, uma pessoa bárbara, que me ajuda muito nos treinos e conversa comigo. Estamos todos com ele. Coube a mim entrar em seu lugar, e fizemos tudo da melhor maneira”, disse.