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Futebol

Pressão sobre a defesa é maior, diz zagueiro corintiano

Arquivo Geral

29/09/2006 0h00

O zagueiro Marinho sabe o que é ter público e crítica pegando no seu pé. Apesar do título brasileiro no ano passado, a defesa corintiana constantemente era alvo de questionamentos até a chegada do técnico Emerson Leão. A partir de então, a zaga alvinegra melhorou o índice de gols sofridos e passou a ser elogiada.

Agora quem sofre é o ataque, o pior do atual Campeonato Brasileiro. Para Marinho, porém, a pressão sobre os atacantes é menor em comparação a pressão sobre os zagueiros. “Se o atacante estiver mal 89 minutos e fizer um gol faltando um minuto, ele vira herói. Se o zagueiro estiver bem 89 minutos e falhar em um, ele é o vilão. Essa é a diferença”, exemplificou.

Marinho não acredita que a falta de gols seja uma falha estritamente dos homens de frente do Corinthians. “Os nossos atacantes estão acostumados a fazer gols, mas a equipe está em um momento que não está conseguindo encontrar um meio para que se faça o gol. É preciso melhorar todo o sistema ofensivo, como melhorou o sistema defensivo e não só a zaga. Estamos buscando o equilíbrio”, diz.

O atacante Rafael Moura tem um discurso semelhante. “Antes a defesa era o maior alvo e isso mudou um pouco. O ataque tem deixado a desejar, mas não que seja o novo alvo, o culpado. Um precisa do outro para que o time consiga se dar bem tanto no ataque quanto na defesa. É um conjunto todo que precisa funcionar”, aponta.

Rafael admite que a ânsia das equipes em evitar tomar gols tem implicado o baixo aproveitamento ofensivo. É aquela história do “medo de perder tira a vontade de ganhar” citada por Wanderley Luxemburgo há algum tempo. “Hoje, no futebol, a gente vem pensando em não tomar os gols. Tanto que a maioria das equipes está jogando no 3-6-1. E mesmo nas equipes que jogam em outro esquema, os atacantes estão voltando muito para marcar”.

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