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Futebol

Presidente do Flamengo também se revolta com altitude

Arquivo Geral

15/02/2007 0h00

Após o jogo da última quarta-feira na estréia da Copa Libertadores, o vice de futebol do Flamengo, Kléber Leite, garantiu que enviaria um comunicado à Conmebol e à Fifa, recusando-se a jogar novamente a uma altitude como a de Potosí (cerca de 3.700 metros).

O presidente do clube, Márcio Braga, também se manifestou nesta quinta-feira. Além de uma nota oficial, o dirigente concedeu entrevista, criticando a escolha do local da partida e destacou a superação dos jogadores rubro-negros. “O Flamengo ontem (quarta-feira) marcou um momento épico em sua história. Foi um empate heróico. Os rapazes tiveram que se superar na viagem e será um fato marcante na historia do Flamengo.”

“E será marcante porque nunca mais se repetirá porque nunca mais iremos comparecer a jogos acima da cota de altitude recomendada pelos médicos. É um crime contra a saúde dos atletas. Que este tenha sido o último jogo. E se acontece alguma coisa com os atletas? Como ficaria a culpa dos médicos e do presidente do Flamengo”, questionou, em entrevista à Rádio Brasil.

O presidente rubro-negro ainda citou o boxe como exemplo para tentar explicar a desvantagem que o Flamengo levou por jogar na altitude boliviana. “No futebol se predispõe igualdade de condições para as duas equipes. Não se coloca um peso-pena para lutar contra um peso-pesado. Não se pode colocar uma equipe que fica no nível do mar para jogar há quase 4 mil metros.”

Márcio Braga não viajou com o grupo do Flamengo para a Bolívia. Mas mesmo do Brasil, o dirigente garantiu ter mantido contato constante com a delegação. E não escondeu que chegou a temer por algo mais grave na altitude de Potosí.

“Temi pela saúde dos atletas. Já durante o dia, conversando com o Isaías, eu já estava temeroso de que algo pudesse acontecer. E se acontece alguma coisa não é a Fifa, não é o árbitro que levarão a culpa, e sim o médico do Flamengo, o próprio clube. Por isso não vamos mais nos submeter a isso.”

Além do desabafo contra as condições encontradas pelo Flamengo em sua estréia na Copa Libertadores, Márcio Braga também aproveitou para confirmar que o clube irá recorrer contra a decisão judicial que garantiu a Rubens Lopes o direito de tomar posse na Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj). Os rubro-negros, assim como Botafogo e América-RJ, defendem o nome de Francisco Horta para comandar a entidade.

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