A saída do zagueiro Rafael Santos da Ponte Preta está longe de ter seu final decretado pelos lados do Moisés Lucarelli. Neste final de semana, o presidente da Macaca, Sérgio Carnielli, realizou uma visita surpresa à concentração da equipe, em Monte Sião, pediu mais empenhos dos atletas e garantiu que vai à Justiça para melar a transferência de seu ex-jogador para o Internacional.
O depósito da multa rescisória, realizada pela advogada de Rafael Santos, Gislaine Nunes, foi qualificado como “imoral” pelo dirigente. Carnielli, junto com o advogado Renato Ferraz, promete ir à Justiça do Trabalho para, ao menos, receber uma quantia superior aos R$ 240 mil pagos, supostamente pelo jogador, referentes à porcentagem dos direitos federativos que a Macaca possuía do zagueiro. O restante é do empresário Juan Figer.
"No meu ver é imoral e também ilegal", alegou Ferraz. A Ponte entende que as duas partes poderiam sentar e definir a liberação, ainda mais sendo certo que Rafael irá para o Benfica em janeiro de 2007, logo após disputar o Mundial Interclubes pelo Inter. Segundo o contrato, a Macaca receberia cerca de R$ 2,5 milhões em caso de uma transferência internacional.
Sem querer comentar os assuntos de bastidores, Carnielli apenas proferiu palavras de incentivo ao elenco para escapar da zona de rebaixamento. “Estamos todos preocupados com a situação da Ponte Preta. Por isso viemos até aqui para elevar o moral dos jogadores. Tenho certeza que vamos reagir”, completou.
Mais uma vez, o dirigente garantiu que não é do perfil da Ponte despedir treinadores e confirmou a permanência de Marco Aurélio no cargo, pelo menos até o final do Brasileirão. “Não vamos realizar mudanças. A comissão técnica será mantida até o final”, disse, citando o caso de Abel Braga em 2003 como exemplo. Na ocasião, o carioca foi um dos poucos técnicos a permanecer no mesmo clube durante todo o Nacional e salvou a Macaca da degola na última rodada, após vitória sobre o Fortaleza.