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Futebol

Presidente da federação argentina explica ausência de Ruggeri na seleção

Arquivo Geral

13/11/2008 0h00

Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA), não quer que o ex-jogador e treinador Oscar Ruggeri seja colaborador de Diego Maradona na seleção porque, há um ano, ele disse que o dirigente devia deixar o cargo.


Presidente da AFA há três décadas, a recusa de Grondona à proposta de Maradona coloca em risco sua permanência, já que ele ameaçou sair antes de mesmo de comandar um treino.


“Faz 24 anos que a Argentina não conquista nada importante. E Grondona é um dos grandes responsáveis por isso ter ocorrido. Acho que é hora de o presidente ir para casa. Ele acredita que ganhou os Mundiais e a Copa América”, disse Ruggeri em outubro de 2007.


“Por que Grondona segue na AFA? É simples, todos têm medo dele. Eu não tenho”, afirmou o ex-jogador, campeão da Copa de 1986 pela seleção.


“Estou irritado porque ele não reconhece os campeões do mundo de 1978 e de 1986, deu apenas uma esmola para alguns. Fico irritado pela atitude porque pedimos trabalho para gente que precisava”, comentou Ruggeri.


Ontem jornalistas perguntaram a Grondona por que não ele quer Ruggeri na seleção, e o dirigente afirmou: “Porque não gosto dele”. O curioso é que o treinador também não se dá com Maradona.


“Nunca me telefonaram da AFA e Grondona jamais teria me chamado. Além disso, também não tenho uma boa relação com Diego, pois não nos falamos”, comentou.


Por sua vez, o ex-treinador Carlos Bilardo, diretor-técnico da seleção, tem atuado nas últimas horas como mediador.


“Ele não deve se apressar. Pedi a Diego que pensasse bem na comissão técnica, pois não margem de erro. É preciso escolher com tranqüilidade”, disse o ex-técnico.


 

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