
O atual presidente Joseph Blatter parece confiante em sua reeleição na Fifa – principalmente porque, em cálculo estimado, cerca de 209 federações serão favoráveis ao suíço, como a CBF. Mesmo assim, seu adversário, o príncipe jordano Ali Bin Al Hussein, contará com o apoio do francês Michel Platini, mandatário da Uefa.
“Eu não tenho o direito de votar nesta eleição, mas eu o apoio pessoalmente. Não tenho o menor problema em dizer isso, pelo contrário. Eu estou firmemente convencido que o Ali, que eu conheço há anos, poderia ser um grande presidente da Fifa. Ele tem todas as qualidades necessárias”, exaltou Platini em entrevista ao jornal L’Equipe.
“Ele diz o que pensa e não tem medo de se posicionar contra o sistema vigente. Além disso, sempre pensa positivo e luta por suas ideias. É isso o que eu gosto nele: ele tem crenças e não abre mão delas”, avaliou o presidente da Uefa. Mesmo assim, o francês negou qualquer divergência pessoal com Blatter.
“Eu não tenho nada contra o Sepp. Ele é um homem que eu gosto como pessoa, tenho muito respeito. Eu já o apoiei no passado, dei muita ajuda em 1998 na primeira eleição, assim como em todas as outras que vieram depois”, começou. “Mas todos nós sabemos que ele não quer permanecer porque não terminou sua missão ou porque tem grandes planos para a Fifa. Não, ele simplesmente tem medo do amanhã, porque ele deu a própria vida à Fifa e agora não consegue se desvincular”, prosseguiu.
“Eu entendo que ele tenha medo do vazio que deve estar sentindo, isso é humano. Mas se ele realmente ama a Fifa, ele deveria colocar o bem da entidade como prioridade, acima de suas próprias vontades. Enquanto ele continuar, goste ele ou não, seja justo ou não, a Fifa sofrerá com uma crise de credibilidade, de imagem e de autoridade”, concluiu Platini.
Neste fim de semana, Blatter já havia feito uma analogia pouco usual para demonstrar sua confiança na reeleição. “Eu sou como um cabrito montês (animal que habita os alpes suíços). Só continuo indo e indo, mantendo, e não posso ser parado”, brincou o presidente da Fifa que, ao que tudo indica, deve se manter no cargo.