Se dentro em campo as coisas parecem voltar à tranqüilidade no Corinthians, fora dele o turbulento momento político do clube ganhou mais um capítulo nesta tarde de terça-feira. A equipe do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), comandada pelos promotores Roberto Porto e José Reinaldo Guimarães Carneiro, esteve no Parque São Jorge para cumprir um mandado de busca e apreensão.
Eles levaram notas fiscais frias emitidas durante os anos de 2000 e 2005. Os documentos ajudarão na investigação junto com o Ministério Público Estadual sobre a gestão do clube nos últimos anos.
Na ação, a Polícia Militar chegou a ser chamada para auxiliar, após um suposto funcionário ligado ao fundo de investimentos MSI tentar fugir com um computador, que estava no departamento de futebol e seria utilizado por Kia Joorabchian.
A investigação recai sobre a participação da empresa N.B.L. Serviços Contábeis, que é acusada de vender notas fiscais falsas. Segundo os promotores, o total de R$ 436,5 mil teria sido emitido nas notas.