O zagueiro André Dias não conseguiu esconder a emoção na sua primeira entrevista coletiva em quase três meses, período de ausência dos gramados devido a um problema na Justiça do Trabalho com o Goiás. Afinal, o São Paulo acerta os últimos detalhes para recolocar o atleta em condições. A transação pode ser definida nesta quarta-feira.
Próximo do alívio completo, André Dias se mostra tão feliz que aceita até ficar no banco de reservas nesta fase final de Campeonato Brasileiro. “Estou na expectativa de ser um acerto definitivo. Me passaram que seria solucionado no período da tarde. Não estou preocupado em ser titular ou reserva. O pior já passou. Quero ajudar. Quem decide é o Muricy”, afirmou o camisa dois.
Porém, o sofrimento dos últimos meses ainda está na cabeça de André Dias, que se apegou bastante aos seus familiares para superar a tristeza. “Chorei várias vezes, muitas vezes não foi na frente da minha esposa. Era a hora de desabafar. Também foi difícil ver meu filho cantando a música do São Paulo, falando que eu marcava gols”, lembrou o zagueiro, com os olhos lacrimejando.
Fora dos gramados, André Dias perdeu a melhor fase da carreira. Mesmo assim, ele acredita que valeu a pena brigar para se transferir ao São Paulo. “Não me arrependo de ter entrado na Justiça, mesmo ficando três meses parado. Nesse tempo que joguei no São Paulo, todos passaram a me conhecer. Estou mais feliz por ficar aqui”, explicou.
Apenas treinando nos últimos três meses, o zagueiro são-paulino admite que viveu uma grande pressão psicológica. “É complicado tirar motivação de algum lugar, treinar em separado. Fui consciente, profissional de trabalhar até o fim. Estou bem fisicamente, só aguardando a definição do caso”, ressaltou.