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Futebol

Pedrinho se emociona ao desabafar contra os críticos

Arquivo Geral

27/06/2007 0h00

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< !--/hotwords -- >Pedrinho nunca se disse capaz de substituir Zé Roberto à altura, mas em condições de ajudar o Santos à sua maneira. Após os primeiros jogos como herdeiro da camisa dez de Pelé, o meia já começou a conviver com as críticas. E não aceitou o que ouviu.

 

O jogador tocou no assunto espontaneamente nesta quarta-feira. À medida que o discurso evoluía, a voz embargava e os olhos, vermelhos, continham as lágrimas. “O nível do Zé é muito acima do meu e do Tabata. Ele está em um patamar de Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho, mas isso não quer dizer que não podemos contribuir com o time. Às vezes, as pessoas julgam toda uma trajetória apenas por uma partida”, desabafou.

 

Questionado se poderia se abalar com os comentários sobre seu desempenho, Pedrinho continuou: “Não é irritação, mas um pouco de mágoa. Algumas coisas colocadas, às vezes, viram verdades e são endossadas por outras pessoas. As críticas até fogem do comentário pessoal para virar uma coisa mais engraçadinha. Quem não tem consciência acaba deixando isso penetrar na mente e acreditando. É perigoso”.

 

O meia estendeu o raciocínio ao momento enfrentado pelo Peixe no Campeonato Brasileiro. “Não é só em relação a mim. Já ouvi que o Santos não tem elenco, sendo que todos falavam que éramos, ao lado do Internacional, os melhores do Brasil no início do ano. O que mudou agora? É preciso entender que é normal ter uma queda de rendimento quando se pede Zé Roberto, Kléber e Maldonado”, protestou.

 

Pedrinho, que completa 30 anos na sexta-feira, também lembrou do problema crônico de contusões superado no Santos em seu pronunciamento. Ele considera que, no início da carreira, tinha potencial para ser como Zé Roberto. “Sei que não sou o Zé, mas tinha tudo para chegar onde ele chegou se não tivesse passado por todas as coisas que passei. Tive um início de carreira muito parecido com o do Alex, com quem joguei na seleção brasileira, mas as contusões me atrapalharam. E lógico que não sou o mesmo Pedrinho do Vasco. Quando eu subi para os profissionais lá, tinha 17 anos”, sorriu pela primeira vez, mesmo irritado.

 

Apesar de não prometer tentar se igualar a Zé Roberto em talento, o jogador assegura que empenho não lhe faltará. “Se não faço o melhor tecnicamente, faço fisicamente. O Mello [Antônio, preparador físico] até me segura às vezes por causa da minha disposição nos treinamentos”, encerrou Pedrinho, bastante suado após a atividade do Santos desta quarta-feira. < !-- hotwords -- >
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