A dupla atuou junta na temporada de 1983, em plena Democracia Corintiana, que Leão, aliás, criticou recentemente. “Isso não existia. Em democracia há a liberdade para se expressar, mas lá só podia falar dentro daquilo que alguns permitiam”, afirmou semana passada.
Democraticamente ou não, um dos ex-líderes do movimento soltou o verbo. Wladimir elogiou a qualidade do trabalho do ex-goleiro como treinador, mas destacou que sua situação hoje no time não é a ideal. “Leão é um dos grandes treinadores e nem é culpado pelos atritos, mas hoje ele atingiu uma resistência boa em grande parte da torcida. O grupo tem de responder é dentro de campo”.
Mais que Leão, Wladimir responsabiliza a diretoria do clube pela crise que o Timão atravessa. “O Corinthians já viveu várias fases difíceis e esta é mais uma delas e mais uma vez por incompetência administrativa”, reclama. “O Corinthians montou sua equipe no transcorrer do campeonato e não se consolidou”.
Faltando quatro rodadas para o final da primeira fase do Paulistão, o Timão tem atualmente apenas 7% de chances de se classificar para a próxima fase, segundo o matemático Tristão Garcia. Para agravar o quadro, ele enfrenta o líder Santos no próximo jogo e não bastam apenas seus resultados diretos para garantir a vaga.
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