Marinho não gosta de falar em defesa e ataque, pois, destaca o zagueiro, um time de futebol é composto pelos sistemas defensivo e ofensivo. E por pensar dessa forma, o jogador acredita que a equipe precisa melhorar “no conjunto todo” se quiser terminar o ano de forma honrosa.
Nas últimas semanas o alvo das críticas tem sido o sistema ofensivo, que tem o pior desempenho do Campeonato Brasileiro ao lado do São Caetano com apenas 26 gols em 28 partidas. Mas o sistema defensivo chamou a atenção nas partidas contra Santos e Goiás, já que o time entrou em campo no esquema 3-6-1 e mesmo assim acabou sofrendo seis gols.
Marinho, no entanto, acredita que o problema não foi de ordem tática. “Tivemos jogadores expulsos nos dois últimos jogos e isso dificulta. Contra o Santos, já estávamos atrás do marcador, mas a expulsão do Magrão contribuiu para a goleada (3 a 0). Contra o Goiás, estávamos equilibrando o jogo e perdemos o Betão logo no início do segundo tempo, com a partida empatada”, lembra.
“Para mim é indiferente jogar com dois ou três zagueiros porque, como sempre falo, o que precisa funcionar é todo o sistema defensivo. Não estou preocupado se tomamos seis gols em três jogos porque sabemos a força deste grupo”, continuou o jogador, que tem sido um dos destaques alvinegros na era Emerson Leão.
Sobre o jogo desta quarta-feira contra o Lanús, pela Copa Sul-americana, Marinho conta que não sabe ao certo o que esperar dos atacantes rivais. “Eles nem atacaram direito aqui no Morumbi e não dá para fazer uma avaliação do ataque deles. Mas acho que agora eles vão ter de sair mais para o jogo e aí eu poderei comentar algo neste sentido”, sorriu.